João Costa lembra gesto no jogo da consagração do FC Porto: "Não sabia"

João Costa lembra gesto no jogo da consagração do FC Porto: "Não sabia"

João Costa lembra gesto no jogo da consagração do FC Porto: "Não sabia"


João Costa concedeu, na noite desta terça-feira, uma extensa entrevista à Sport TV, na qual, entre outros temas, passou em revista a época que terminou na conquista do 31.º título de campeão nacional por parte do FC Porto. O jogador, que se estreou pela equipa principal dos portistas no último jogo do campeonato, não se esquece dos festejos.

“Já tinha visto a maioria das imagens e é um sentimento sempre especial. Acho que foram momentos únicos para todos, momentos especiais e nunca sabemos quando é que voltaremos a viver momentos destes. Foram muitas horas de festa e eu disse que eram momentos únicos porque para nós, enquanto jogadores, ganhar títulos e presenciar momentos como presenciamos nesta festa não está ao alcance de qualquer um, não são todos os jogadores que o podem vivenciar. Foi uma festa única, já celebrei muitos títulos também enquanto adepto do FC Porto e não me recordo de uma festa tão grande, com tanto significado quanto esta”, começou por contar João Costa.
O guardião recordou ainda a missão que Jorge Costa e André Villas-Boas lhe transmitiram quando assinou pelo FC Porto.
“Foi isso, foi transmitir todos os valores do clube, também ser um profissional de excelência, que isso é o que nos leva a poder ter o respeito dos outros, sermos um exemplo em todos os momentos. Desde ser o primeiro a chegar, estar sempre pronto para ajudar tudo e todos, sempre disponível para treinar mais um bocadinho, sempre disponível a aprender, a ouvir, sempre disponível para ajudar os outros…”, prosseguiu o guardião, que recordou conversas com Jan Bednarek, Rodrigo Mora e Alberto Costa.
“Privava muitas vezes com o Bednarek, era o meu parceiro à mesa nos estágios, ao meu lado esquerdo. Muitas vezes, perguntava-me como iriam ser os jogos, qual era a dificuldade deste estádio ou daquele, o que significava este jogo ou aquele para o clube. Perguntava-me também sobre a história do clube e tivemos muitas conversas sobre isso. Hoje revemos ali um verdadeiro portista e um verdadeiro líder dentro do campo, mas posso dar outros exemplos, não tanto só enquanto portista, mas enquanto profissional, em que fiz questão de os apoiar e de tentar de certa maneira ajudá-los. Passava o tempo todo com o Rodrigo Mora e tentei sempre ajudá-lo devido à época em teve. Vinha de ser um grande protagonista e nesta época…com a idade que ele tem, dei-lhe o máximo carinho, criámos uma amizade única e tenho um orgulho enorme de ver o homem que está ali”, vincou.
No jogo da consagração, João Costa entrou aos 71 minutos frente ao Santa Clara e recebeu a braçadeira de capitão das mãos de Diogo Costa, algo que o surpreendeu.
“Nesta ocasião, além de concretizar vários sonhos como o de ser campeão oficialmente e de me estrear no clube do meu coração, foi o significado pessoal de poder dizer que eu consegui dar a volta por cima. Quem conhece a minha história, quem me acompanhou sabe que nem sempre foi fácil e em certos momentos o mais fácil teria sido atirar a toalha ao chão, e eu nunca o fiz. Mais do que os sonhos cumpridos, é a mensagem que passamos para as pessoas e a que eu passo é que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, nunca devemos atirar a toalha ao chão”, frisou o guardião.
“Eu tive sempre a certeza, mas foi quando nos concretizámos campeões com duas jornadas por terminar. Eu sabia que ia jogar, não sabia quanto tempo. O que eu não sabia é que iria tocar este momento da braçadeira. Soube na hora, foi uma surpresa do nosso capitão e para mim teve um significado ainda maior, enquanto portista e profissional de excelência. Para mim, um capitão tem de servir com alma e coração e, depois, ser um exemplo dentro e fora do campo, tem que conseguir elevar os outros, que sejam melhores pessoas e jogadores. Este ato do Diogo em passar-me a braçadeira naquele momento passou a mensagem de que eu realmente era esse tipo de pessoa. Teve um peso ainda maior. Agradeci-lhe por esse reconhecimento e vou levá-lo comigo para sempre”, finalizou.

O avançado do FC Porto Deniz Gül integra a lista final de 26 convocados para representar a Turquia no Mundial2026, que foi hoje divulgada e da qual fazem parte outros três jogadores que passaram pelo futebol português.
Lusa | 12:01 – 02/06/2026

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