"Aqui está uma grande greve geral para dizer não a este pacote laboral"
O secretário-geral do PCP, que se juntou, na noite desta terça-feira, ao piquete de greve dos trabalhadores do Metro de Lisboa, defendeu que está em marcha “uma grande greve geral para dar uma grande resposta a dizer não” ao pacote laboral.
“O Governo fez uma opção: foi de afrontar os trabalhadores, foi de fazer uma declaração de guerra aos trabalhadores com o pacote laboral”, começou por dizer Paulo Raimundo, na Avenida Sidónio Pais, em Lisboa, junto à estação de Metro do Parque, em declarações recolhidas pela SIC Notícias.
Para o dirigente comunista, o Governo optou por “pôr os pés em cima de quem trabalha”, de quem “põe o país a funcionar” e de quem põe “o metro a funcionar” e “está a ter a resposta”.
“E aqui está uma grande greve geral para dar uma grande resposta a dizer «não» a este pacote laboral. Isto não serve os trabalhadores, não serve a vida de cada um, não serve aqueles que põem o país a funcionar e não serve o país. E portanto está aqui um redondo não”, enfatizou.
“O Governo pode estar no seu pico da arrogância máxima, mas essa arrogância máxima vai rebentar nas mãos e é hoje, começa agora”, sublinhou ainda Paulo Raimundo.
O Metropolitano de Lisboa interrompeu a sua operação pelas 23h00 de hoje, devido à greve geral contra o pacote laboral convocada pela CGTP.
A empresa tinha divulgado em comunicado que previa a paralisação do serviço a partir das 23h00 de hoje e na quarta-feira durante todo o dia devido à greve geral.
De acordo com a transportadora, a normalização do serviço está prevista para as 06h30 de quinta-feira. Segundo o Conselho Económico e Social (CES), não foram fixados serviços mínimos relativamente à circulação de composições.
Em dezembro de 2025, a CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, tendo sido a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da ‘troika’.
Entretanto, a CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para quarta-feira contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.
A proposta de lei do Governo de revisão da legislação laboral contempla “mais de 50 alterações” ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT, indicou já a ministra do Trabalho Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho.
O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).
Normalmente, o metro funciona entre as 06h30 e as 01h00.
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