Visitas retomadas em centro de detenção de Nova Jérsey palco de protestos

Visitas retomadas em centro de detenção de Nova Jérsey palco de protestos

Visitas retomadas em centro de detenção de Nova Jérsey palco de protestos


“A partir de hoje, as visitas serão retomadas ao meio-dia, de forma limitada, e o horário normal de visitas será restabelecido amanhã [segunda-feira]”, disse a governadora de Nova Jérsia, Mikey Sherrill, numa mensagem publicada nas redes sociais.

“As famílias devem contactar diretamente o centro para saber mais pormenores”, acrescentou, celebrando o facto de o DHS ter “respondido à sua exigência”.
As visitas aos detidos no centro foram suspensas devido aos protestos e tumultos dos últimos dias, na sequência de greves de fome iniciadas por alguns dos 300 imigrantes ali abrigados para denunciarem as condições desumanas em que são mantidos.
“Continuo a exigir que o DHS forneça cuidados e medicamentos adequados a todos os detidos, que lhes dê uma oportunidade real de reverem os seus casos, que pare de os pressionar a assinar documentos de deportação, que seja transparente sobre quem está detido e, por fim, que feche esta instalação”, declarou a governadora.
Mikey Sherrill explicou ainda que as forças de segurança “vão auxiliar na escolta das famílias até ao centro”, adiantando que, face ao contexto, a medida “é fundamental”.
Horas antes, o presidente da Câmara de Newark, Ras Baraka, tinha decretado um recolher obrigatório na cidade para tentar conter os protestos.
A proibição de circular na rua vigorará entre as 21:00 e as 06:00, sendo que apenas os veículos autorizados terão acesso às imediações do centro.
No sábado à noite, os protestos foram marcados por momentos de tensão entre manifestantes contrários às políticas de imigração do Presidente norte-americano, Donald Trump, alguns em apoio dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), e agentes da autoridade.
O Delaney Hall, o maior centro de detenção do ICE na costa leste dos EUA, com mais de 1.000 vagas, é operado pelo GEO Group ao abrigo de um contrato de 15 anos, no valor de mil milhões de dólares.
Desde o início da campanha de deportações em massa de Trump, o centro de detenção tem sido alvo de críticas devido à superlotação que mantém.
Pelo menos 17 imigrantes morreram sob custódia do ICE desde o início do ano, mas uma investigação recente da CNN refere que quase 50 detidos do ICE morreram desde que Trump assumiu a presidência, o que constitui o número mais elevado de mortes em pelo menos duas décadas.
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