Líbano insiste em diálogo com Israel apesar do anúncio de ataques
“As negociações são mais seguras do que a guerra, uma vez que testemunhámos e continuamos a testemunhar os horrores e as consequências do conflito. No entanto, não vão resolver os problemas de forma imediata. Trata-se de um processo que exige tempo e não temos outra opção”, afirmou Joseph Aoun perante representantes do setor privado libanês.
A nova ronda de diálogo direto está prevista para terça-feira, em Washington, no âmbito de conversações às quais o movimento xiita libanês Hezbollah se opõe e que prosseguem enquanto o cessar-fogo em vigor desde meados de abril continua a ser violado de forma cada vez mais violenta.
Hoje de manhã, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou às forças israelitas que atacassem alvos na zona periférica de Dahye, nos arredores de Beirute, que desde a entrada em vigor da trégua tinha permanecido, na sua maioria, à margem dos confrontos, concentrados sobretudo no sul do Líbano e, em menor escala, no leste do país.
Apesar do anúncio por parte de Israel, Aoun considerou que as negociações continuam a representar a solução para a guerra com menos potenciais “danos” e assegurou que o processo está a “avançar”, reafirmando a confiança nas conversações, mesmo que os resultados demorem a surgir.
As negociações, as primeiras realizadas de forma direta em várias décadas, conduziram a uma trégua que, na prática, tem sido prolongada até ao início de julho e que abriu caminho à discussão de soluções mais pormenorizadas, sem que, até ao momento, tenham sido anunciados progressos significativos.
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