
As ruas de França foram, na madrugada de sábado para domingo, palco de um cenário de autêntico terror, por conta de uma série de episódios violentos que acabaram por manchar os festejos da vitória do Paris Saint-Germain sobre o Arsenal, no desempate por grandes penalidades, e consequente conquista da Liga dos Campeões.
Assim que o árbitro alemão Daniel Siebert fez soar o apito final, na Puskás Aréna, em Budapeste, na Hungria, instalou-se a confusão um pouco por todo o território gaulês, de tal maneira que o mais recente balanço levado a cabo pelas autoridades aponta para que, pelo menos, 336 pessoas tenham sido detidas, 235 das quais na capital, Paris.
O país estava já de sobreaviso por potenciais tumultos, devido aos episódios registados há, sensivelmente, um ano, aquando da conquista do primeiro título europeu por parte da equipa na qual militam os internacionais portugueses Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, fruto da goleada aplicada ao Internazionale, na Allianz Arena, por 5-0.
Na altura, foram detidas 500 pessoas só em Paris, pelo que, desta feita, foram mobilizados, em toda a nação, 22.000 polícias e ‘gendarmes’ (força militar), dos quais 8.000 ficaram na capital e na sua área metropolitana. Um número que se revelou, ainda assim, insuficiente para evitar que o caos tomasse conta das celebrações.
Este ano, os distúrbios voltaram a concentrar-se nos Campos Elísios, mas também se registaram problemas na Praça da República e no próprio Parque dos Príncipes, a ‘casa’ do PSG, que foi alvo de uma tentativa de invasão por parte de cerca de 150 pessoas. No 8.º Bairro, houve mesmo uma ameaça de ataque a uma esquadra da polícia.
Para já, há registos de um agente que terá ficado ferido, devido ao lançamento de fogo de artifício. Entretanto, nas redes sociais, vão-se multiplicando os vídeos que ilustram a dimensão do ‘inferno’ em que se tornou a via pública gaulesa, após a vitória da formação orientada pelo treinador espanhol Luis Enrique.
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