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Ataques israelitas em Gaza durante feriado muçulmano fazem 33 mortos

naom_66e97134a3da3 Ataques israelitas em Gaza durante feriado muçulmano fazem 33 mortos
Em comunicado citado pela agência espanhola EFE, o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob controlo do Hamas e cujos números são considerados fiáveis pela ONU, revelou que com estas recentes mortes o número de palestinianos mortos por fogo israelita desde a entrada em vigor do atual cessar-fogo, a 10 de outubro, atingiu os 930, com mais de 2.800 feridos.

O Eid al-Adha ou “Festa do Sacrifício” é um feriado islâmico celebrado por milhões de muçulmanos em todo o mundo.
No sábado, o chefe do Departamento de Anestesia do Hospital de Jaffa, Jamal Abu Aoun, foi morto num ataque israelita a um posto policial, e outras duas pessoas ficaram feridas, segundo uma fonte do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir al-Balah, no centro de Gaza.
O movimento islamita palestiniano Hamas condenou, na sexta-feira, a decisão israelita de ordenar ao exército para ampliar o controlo da Faixa de Gaza, apesar do acordo de cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.
Noutro comunicado, o Hamas criticou o “silêncio total” do “Conselho de Paz” do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do seu Alto Representante para Gaza, Nikolai Mladenov, sobre esta questão.
Na quinta-feira, Netanyahu anunciou ter ordenado ao exército israelita que assumisse o controlo de novos territórios em Gaza.
“Controlamos agora 60% do território da Faixa de Gaza”, declarou, acrescentando ter ordenado ao exército que aumentasse essa percentagem para 70%.
A primeira fase da trégua, entrada em vigor em outubro de 2025, permitiu a libertação dos últimos reféns capturados durante o ataque do Hamas a Israel, a 07 de outubro de 2023, que desencadeou, horas depois, uma guerra de retaliação na Faixa de Gaza, em troca de palestinianos detidos por Israel nas prisões.
A passagem à segunda fase, que devia incluir o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual do exército israelita do território palestiniano, está há vários meses paralisada.
Nos termos do frágil cessar-fogo vigente, as forças israelitas deviam recuar para a “linha amarela”, nome dado a uma linha de demarcação entre a zona sob o controlo do Hamas e a controlada pelo Exército de Israel, o que daria a este último o controlo de um pouco mais que 50% do exíguo território do enclave palestiniano.
A Faixa de Gaza continua a ser palco de atos de violência diários, com o exército israelita e o Hamas a acusarem-se mutuamente de violar o cessar-fogo.
Leia Também: “Uma selva”. Soldados israelitas denunciam perseguição a palestinianos

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