
De acordo com um comunicado da Força de Defesa da Guiana, citado pela agência norte-americana, uma embarcação de patrulha foi alvo de disparos no rio Cuyúni na noite de sexta-feira.
Este é o mais recente de vários confrontos nos últimos anos, numa altura em que as tensões permanecem elevadas devido à reivindicação da Venezuela sobre dois terços do território da Guiana, tendo um ataque anterior ferido oito soldados.
Os dois países compareceram no início deste mês perante o Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, para apresentar argumentos numa disputa sobre um território 160.000 quilómetros quadrados rico em ouro, diamantes, madeira e outros recursos naturais, que está também situado perto de jazidas de petróleo que produzem atualmente uma média de 900.000 barris por dia.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse aos juízes em Haia que serão as negociações políticas, e não uma decisão judicial, a resolver a disputa centenária.
A Venezuela considera o território de Essequibo seu porque essa região encontrava-se dentro das suas fronteiras durante o período colonial e argumenta que o Acordo de Genebra de 1966 entre a Venezuela, a Grã-Bretanha e a então Guiana Britânica (agora Guiana) anulou uma fronteira traçada em 1899 por árbitros internacionais.
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