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Em novas declarações, Passos recusa explicar críticas (mas deixa elogio)

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O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho voltou a falar, esta quinta-feira, sobre a política nacional, comentando a aprovação da Prestação Social Única e as suas declarações anteriores sobre políticos postiços.

Em declarações aos jornalistas, à entrada para as comemorações dos 850 anos de mutualismo em Portugal, em Vila Nova de Gaia, Passos Coelho recusou entrar “em labirintos de interpretações” e dizer a quem se referia quando falou em políticos postiços que são como “prostitutos sem caráter” ou “políticos postiços”.
“Estava a dizer-lhes que não sinto nenhuma necessidade de estar a fazer interpretações sobre aquilo que disse, nem a acrescentar, nem a retirar nada”, disse.
Em causa está o facto de, na terça-feira, o antigo líder do PSD ter criticado os políticos que, para tentarem agradar a todos ainda mais do que os populistas, se tornam postiços, comparando-os a “prostitutos sem caráter”.
Questionado sobre se se referia ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, Passos Coelho perguntou o porquê dessa pergunta.
“Porque é que pergunta isso? Então está a ver, não há dúvida que há sempre um labirinto de interpretações”, assinalou.
Pedro Passos Coelho ressalvou que cada um interpreta como pode e, às vezes, como quer.
“E eu não quero estar a entrar, nem a regressar a esses labirintos de interpretação que são aqueles a que tenho assistido nos últimos tempos. Não é essa a minha função”, salientou.
Prestação Social Única? “Parece-me bem”, mas foi “apresentada pelo governo anterior”
Já sobre a Prestação Social Única, aprovada esta sexta-feira pelo Governo, Passos Coelho disse que lhe parecia uma boa medida, mas lembrou que partiu de uma proposta do anterior executivo socialista.
“Tanto quanto sei, porque eu não tenho de estar informado sobre tudo, esta era uma medida que constava do caderno de encargos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado pelo governo anterior”, disse.
“Parece-me bem. Tanto quanto compreendo, isto tem de ver com uma harmonização da condição de recursos que se aplica às diversas prestações sociais”, acrescentou.
Questionado sobre o porquê de ter feito questão de frisar que esta era uma medida socialista, Passos Coelho ressalvou apenas que “é o que é”.
“Creio que o Governo assume isso, é um compromisso do Estado português, o Estado ficou junto da União Europeia de fazer esta harmonização e, portanto, cabe ao Governo fazê-la, é apenas isso”, sublinhou.
Questionado ainda sobre se vai votar nas eleições diretas do PSD, agendadas para sábado e que têm como candidato único Luís Montenegro, o antigo primeiro-ministro respondeu que não.
“É a primeira vez que não vou poder fazê-lo e para não haver outras leituras posso dizer que deixei passar o prazo para me inscrever no voto em mobilidade e, quando me apercebi, o prazo já tinha passado. Na verdade amanhã [sábado] preciso de estar em Vila Real numa cerimónia que é de homenagem ao meu pai que, se fosse vivo, faria 100 anos este fim de semana”, justificou Passos Coelho.

Pedro Passos Coelho aproveitou a ocasião da apresentação de um livro para deixar recados aos políticos e especialmente ao Governo, sem nunca referir nomes, no entanto. A intervenção do ex-líder do PSD teve André Ventura, presidente do Chega, como espetador de primeira fila.
Notícias ao Minuto | 08:16 – 27/05/2026

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