TECNOLOGIA

Câmara de Braga classifica calçada portuguesa como património de interesse municipal

O conjunto da calçada portuguesa que ornamenta o espaço público das principais artérias da cidade de Braga vai passar a estar classificado como património de interesse municipal, após a votação unânime em reunião do executivo municipal desta sexta-feira.No total, a proposta conta com mais de sete dezenas de ruas, praças e largos que passam, agora, a estar protegidas por um regime especial de salvaguarda de um património que, segundo a resolução confere “identidade ao espaço urbano”.Trata-se de “um legado artístico, cultural e identitário de Portugal, bem como de um testemunho valioso do património cultural da cidade de Braga, sendo a sua classificação um instrumento fundamental para a protecção, valorização, continuidade e preservação deste património singular”.Em declarações aos jornalistas, João Rodrigues, presidente da Câmara de Braga, explica que esta classificação vai permitir colocar em prática “intervenções especiais de salvaguarda” através de mecanismos de financiamento específicos.“Felizmente, temos bons exemplos de calçada portuguesa, uns em espaço público, susceptíveis de ser acompanhadas por este programa, outras em espaço privativo de utilização pública, como é o caso da Basílica do Sameiro, que consideramos que devemos não só proteger como também estimular”, realça o autarca.O procedimento de classificação, aberto em Janeiro deste ano, recebeu apoio unânime por parte de todos os elementos do executivo municipal bracarense, mesmo com avisos deixados para o estado “miserável” em que se encontra em muitos pontos da cidade. Desde então, o período de discussão pública permitiu alargar o conjunto abrangido pela classificação.Educação domina debateEnquanto no Fórum Braga, o executivo da Câmara aprovava o muito ansiado projecto para a reabilitação e ampliação da Escola Básica Frei Caetano Brandão, que João Rodrigues salienta chegar com 30 anos de atraso, no valor de 16,5 milhões de euros, os pais da Escola Básica de São Lázaro manifestavam-se em frente ao estabelecimento de ensino para reivindicar a reparação do equipamento de ar condicionado, situação que se arrasta há oito anos.O assunto foi trazido à discussão pelo vereador Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, durante o período antes da ordem do dia. O eleito liberal alerta para o desconforto que os problemas constantes da climatização têm criado nas crianças que frequentam a instituição, dado que o calor é “insuportável” e o frio é “extremamente incómodo”.“Não há festa nem festança em que não apareça da dona Constança, mas quando é para resolver problemas e dar condições às crianças para frequentarem uma escola, ninguém aparece. Nem a vereadora da educação, nem o presidente da Câmara”, acusa o vereador. “Atingimos o limite do tempo que se pode esperar. É preciso resolver agora”.João Rodrigues garante, no entanto, que a autarquia está “atenta”. Em Novembro, depois de tomar posse, foi informado da avaria no ar condicionado, que foi reparado. Entretanto, o equipamento voltou a avariar, tal como tem sido comum suceder desde que foi instalado, em 2018. “Agora avariou uma peça, que não está disponível e que só teremos para a semana”.Para o autarca, contudo, o mais importante a reter é que a autarquia que lidera se encontra a solucionar problemas e a dar corpo a anseios da população com décadas, como acontece com o projecto para Escola Básica Frei Caetano Brandão. A aprovação, unânime, vai agora permitir ao município candidatar-se a financiamento através do Banco Europeu de Investimento (BEI).

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Bloqueio de Anúcio Activado!

Por favor, desative para continuar...