Universidade Aquila coloca primeiros graduados no mercado
A Universidade Aquila (UNAQ), primeira instituição de ensino superior localizada no distrito Municipal da Katembe, realizou, esta quinta-feira, a sua primeira cerimónia de graduação a 34 estudantes que concluíram com êxito a formação académica. Trata se formados em cursos como direito, enfermagem, farmácia e biomedicina laboratorial, parte dos sete cursos leccionados naquela instituição.
Intervindo na ocasião, o Chanceler da Universidade, Teodoro Waty, disse que o diploma abre portas e inaugura uma nova fase de missões, sublinhando que os graduados não devem provar apenas que passaram pela UNAQ, devem antes provar que a Universidade passou por eles. É seu entender que isso, vai se notar na humildade, no rigor, na prudência e na coragem de servir e na grandeza de agradecer.
“A acompanhar o diploma levai a consciência do dever, que Moçambique precisa de pessoas capazes de transformar saber em trabalho, em serviço, em desenvolvimento e em dignidade humana”, disse.
No seu discurso, o patrono da Universidade Aquila falou do seu sonho de criar uma instituição de ensino superior que se tornou real, com a inauguração da UNAQ em 2021, de modo particular por se localizar fora do centro da cidade capital, como também criticou o governo por tributar o ensino.
Segundo Waty, a Universidade Aquila foi sonho antes de ser edifício, foi visão antes de ser regulamento, foi vontade de servir antes de ser instituição, sendo que hoje é uma presença académica, cívica e moral, enquanto que amanhã será aquilo que se souber proteger, elevar e honrar.
“A UNAQ nasceu como um ponto entre a margem e o centro, entre a juventude e o futuro, entre o sonho e a responsabilidade. Nenhum território deve ser condenado à periferia, nenhuma juventude deve esperar eternamente à porta do futuro, nenhuma comunidade deve ficar sem uma lâmpada de ciência, cultura e cidadania, é por isso que as universidades não se devem olhar com frieza fiscal, suspeição burocrática ou indiferença administrativa”, disse.
Acrescentou que a Universidade não é uma praça de comércio de diplomas, é uma instituição de interesse público, mesmo quando privada, pois quando forma bem, serve o Estado, quando educa com ética, serve a República, quando aproxima o conhecimento dos jovens, serve a nação.
Segundo Waty, tributar a educação, incluindo a superior, como simples consumo é ferir a cidadania, o direito ao conhecimento não pode constituir-se em mercadoria tributável, aludindo que isso é colocar imposto sobre a esperança, taxa sobre o futuro, encargo sobre a pobreza, que tenta levantar-se pela escola. É seu entender que a tributação da educação é constitucionalmente questionável por atingir o direito à educação, a igualdade, mas também as oportunidades e a dignidade da pessoa humana.
Em representação do governo, o Secretário de Estado do Ensino Superior, Edson Macuácua, congratulou o fundador da instituição pela ousada iniciativa de expandir o ensino superior, como também aos graduados pela conclusão de um importante ciclo formação.
“A partir de hoje, ingressam para uma nova universidade, a Universidade da vida, onde os conhecimentos adquiridos serão testados e validados com a aplicação prática, na resposta aos desafios concretos de desenvolvimento do nosso país. O país precisa do vosso conhecimento, da vossa energia ética e capacidade técnica”, referiu.
Macuácua encorajou os graduados a canalizarem os conhecimentos adquiridos para soluções práticas que impulsionem o sector produtivo, que fomentem o empreendedorismo bem como melhorar a vida das comunidades.
Apelou para que sejam agentes da mudança, profissionais íntegros e cidadãos comprometidos com o bem-estar colectivo e com a defesa da dignidade da pessoa humana.



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