Rita Mendes foi de urgência para o hospital. "Diverticulite aguda"
“O corpo tem sempre razão. Mesmo quando nós insistimos que não.” Estas foram as primeiras palavras que Rita Mendes citou na recente publicação que fez na sua página de Instagram, esta quarta-feira, dia 27 de maio, onde revela que teve de ir de urgência para o hospital.
“Durante uma semana inteira ignorei tonturas. Disse a mim mesma que já ia passar. Que era a idade. Que eu, que tenho consciência alimentar, que penso no desenvolvimento pessoal, que «trabalho o stress» – eu não podia estar assim tão mal. Ontem à noite o meu corpo decidiu acabar com essa conversa. Dores abdominais de vinte em vinte minutos. Sem dormir. Urgências. O diagnostico: diverticulite aguda – uma inflamação grave do intestino. Séria”, contou.
“A verdade é que (acho) que sei o que como e porquê. Ok… Adoro um petisco e a sociedade empurra nos processados a cada esquina. Eu, sabia – sabia mesmo – que comia poucos legumes. «A partir de segunda, juro.» Que o stress é o grande sabotador silencioso, mas achava que conseguia ironizar com as graças e seguir em frente. Que fazia exercício físico com orgulho apesar de moderado e intermitente. E mesmo assim”, refletiu.
“A medicina integrativa não brinca: os intestinos são o segundo cérebro. E o meu segundo cérebro estava claramente farto de ser ignorado”, comentou depois.
“Pensei em nem fazer um post mas percebi que pode servir de abre olhos para todos, e reminder para mim mesma, pois mesmo quando achamos que está tudo controlado: o organismo fala. Sussurra primeiro. Depois grita. E depois de o ouvir, quando há tempo para atuar, nem pensar duas vezes porque acaba por ser uma bênção”, acrescentou.
“Sou grata por ter ouvido – mesmo que tarde de mais para o meu gosto… Mas ao mesmo tempo, cedo para conseguir dar a volta. Sabem que mais, passamos a vida toda a aprender como podemos ser e fazer melhor”, por ainda ler-se na mesma partilha.
O que é a diverticulite? De acordo com o site da CUF, “Os divertículos são sacos ou bolsas que se desenvolvem através de fraquezas da parede do cólon, habitualmente localizados na sigmoideia ou no cólon esquerdo, por vezes atingindo todo o cólon. A diverticulose corresponde à presença destes sacos e a diverticulite representa a inflamação desses divertículos ou outras complicações associadas a eles.
Não é ainda clara a razão pela qual os divertículos inflamam. Admite-se que forças mecânicas, como o aumento da pressão no cólon ou o encerramento da abertura do orifício do divertículo por fezes, possam levar à sua infeção e inflamação.
A diverticulose do cólon é uma situação comum, estimando-se que cerca de um terço dos adultos com mais de 60 anos a apresente de forma assintomática. Considera-se que afeta cerca de 50% da população ocidental com pelo menos 60 anos e quase toda aos 80 anos. Só uma pequena percentagem daqueles que têm divertículos do cólon é que apresentam sintomas e raramente é necessária cirurgia.
Trata-se de um problema importante pela mortalidade resultante das suas complicações, onde se incluem a diverticulite, a formação de abcessos, a perfuração, a peritonite, as fístulas, a obstrução e a hemorragia. Estas complicações desenvolvem-se entre 10% a 40% dos indivíduos com diverticulose. Alguns estudos indicam cerca de 23.600 óbitos por ano, na Europa, por complicações da diverticulose. Além da mortalidade associadas às complicações e do respetivo impacto familiar, profissional e social, importa referir ainda os custos elevados desta doença.”
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