Israel vai continuar ataques no Líbano até obter "plena segurança"
O governante referiu na rede social X que desde a ‘Operação Rugido do Leão’, o ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irão, lançado em 28 de fevereiro, foram eliminado cerca de 2.500 “terroristas do Hezbollah”, sendo que a morte de 700 destes ocorreu durante o cessar-fogo com o Líbano.
“Mais do que em toda a Segunda Guerra do Líbano”, frisou Netanyahu.
O primeiro-ministro israelita salientou ainda que as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) estão “a concluir a destruição das infraestruturas terroristas próximas” das comunidades israelitas.
“Grandes contingentes das Forças de Defesa de Israel (IDF) estão a operar bem dentro do território (libanês), assumindo o controlo de áreas e fortificando a zona de segurança”, vincou.
Netanyahu apontou ainda que Israel não vai “parar de lutar num único instante” contra o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah até estar garantida “a plena segurança dos cidadãos de Israel”.
Farhan Haq, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, salientou hoje que as forças de manutenção da paz da ONU no Líbano detetaram 91 violações do espaço aéreo no dia anterior, o número mais elevado desde a entrada em vigor do acordo.
Citou ainda 399 ataques com ‘rockets’ atribuídos ao exército israelita e 11 trajetórias de projéteis atribuídas ao Hezbollah.
Apesar da trégua, Israel continua os seus ataques e operações no Líbano, afirmando ter como alvo o Hezbollah e as suas infraestruturas, enquanto, ao mesmo tempo, as hipóteses de um acordo rápido entre os Estados Unidos e o Irão parecem estar a diminuir.
Os ataques israelitas mataram pelo menos 3.213 pessoas desde o início do conflito, no início de março, segundo os dados mais recentes divulgados hoje pelo Ministério da Saúde libanês.
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