Guerra de personagens: Quem são Lucky Luke, Speedy González e Cebolinha?

Guerra de personagens: Quem são Lucky Luke, Speedy González e Cebolinha?

Guerra de personagens: Quem são Lucky Luke, Speedy González e Cebolinha?


“Há realmente coisas extraordinárias a acontecerem na oposição ao Governo, parecem personagens de banda desenhada”, começou por dizer Hugo Soares, no debate com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no Parlamento.

O líder da bancada do PSD comparou o presidente do Chega, André Ventura, ao “Lucky Luke”, conhecido por “disparar mais rápido do que a própria sombra”, e o líder do PS, José Luís Carneiro, ao “Speedy González”, acusando-o de “comentar tudo o que aparece nos jornais, sem esperar um bocadinho para ver o contraditório”.
“Queria desafiar PS e Chega a deixarem a espuma dos dias e poderem discutir o que verdadeiramente interessa aos portugueses”, apelou.
Na resposta, o primeiro-ministro concordou e defendeu outra forma de atuação.
“No Governo, nem somos daqueles que disparam primeiro e pensam a seguir e disparam mais rapidamente que a sua própria sombra, nem somos daqueles que comentam, opinam e decidem com excesso de velocidade. O mesmo não significa não o fazer da forma mais célebre, mais rápida, mais expedita, mas também mais eficaz, mais eficiente, mais consequente possível”, contrapôs.
Na intervenção seguinte, o líder do Chega também introduziu algumas personagens no debate quinzenal, apelidando o líder parlamentar do PSD de “Cebolinha” e o primeiro-ministro de “Peter Pan”.
André Ventura disse que escolheu esta personagem para Hugo Soares porque o “Cebolinha era aquele que nunca trazia nada de novo, nem fazia nada de novo, mas queria sempre ser o maior da rua dele”.
“Queria sempre ser o mauzão lá da rua, queria sempre fazer tudo para desviar a atenção dos outros, inclusive roubar coelhos, que era o que fazia o Cebolinha. E o senhor doutor Hugo Soares veio aqui como se fosse algum valentão da verdade, mas mostrou pela sua intervenção que é só uma muleta do Governo”, criticou.
Já o primeiro-ministro, Ventura comparou-o ao “Peter Pan”, porque “vive na terra do nunca”, aquela que Luís Montenegro “imagina que pudesse ser, mas na verdade nunca é”.
O líder do Chega elencou várias críticas, nomeadamente quanto à economia, salários ou ao número de pessoas sem médico de família.
Na resposta, o primeiro-ministro assinalou que André Ventura começou a sua intervenção com “uma metáfora a propósito da banda desenhada e de alguns personagens e, talvez por isso, por estar ainda no domínio da ficção, deu sequência e entusiasmou-se, como é seu o timbre, para lançar daqui aquelas habituais atoardas”.
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