China acusa Taiwan de se "apoiar" nos EUA e "resistir à 'reunificação'"

China acusa Taiwan de se "apoiar" nos EUA e "resistir à 'reunificação'"

China acusa Taiwan de se "apoiar" nos EUA e "resistir à 'reunificação'"


O porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Chen Binhua, reiterou que a oposição chinesa à venda de armamento norte-americano à ilha sempre foi “clara e firme” e assegurou que a estratégia do Partido Democrático Progressista (PDP, no poder em Taiwan) está “condenada ao fracasso”.

Estas declarações surgem depois de o secretário interino da Marinha norte-americana, Hung Cao, ter afirmado na semana passada que Washington decidiu suspender uma transferência de armamento para Taiwan no valor de 14 mil milhões de dólares (12,03 mil milhões de euros) para garantir reservas suficientes de mísseis e interceptores destinados à campanha militar no Irão.
Segundo Cao, as vendas militares ao estrangeiro poderão ser retomadas mais tarde, rementendo essa decisão para os secretários da Defesa, Pete Hegseth, e de Estado, Marco Rubio.
Esta não é a primeira vez que Washington suspende programas de vendas de armamento em momentos sensíveis na relação bilateral com a China.
A suspensão ocorreu poucos dias após a visita do Presidente norte-americano, Donald Trump, à China. Numa entrevista à cadeia de televisão Fox News, o líder republicano deixou em aberto a aprovação do pacote de armas para Taiwan e classificou a questão como uma “muito boa moeda de troca” para Washington.
Por seu lado, o Governo de Taiwan afirmou esta segunda-feira não ter conhecimento de alterações na política norte-americana relativa à venda de armas e reiterou que este tipo de aquisições é «necessário» para manter a segurança e a estabilidade no Estreito de Taiwan.
Washington rompeu relações diplomáticas com Taipé em 1979 para estabelecer relações com Pequim, mas desde então mantém laços não oficiais com a ilha e continua a ser o seu principal fornecedor de armamento defensivo.
A China considera Taiwan uma “parte inalienável” do território e não descartou o uso da força para assumir o controlo da ilha, uma posição rejeitada pelo Executivo de Taiwan, que defende que apenas os taiwaneses têm o direito de decidir o seu futuro político.
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