Ataques israelitas no Líbano causaram 31 mortos, diz governo libanês
Segundo um comunicado do Ministério da Saúde libanês, 31 pessoas, incluindo pelo menos quatro crianças e três mulheres, foram mortas durante esses ataques e outras 40 ficaram feridas.
O ministério especificou que 14 pessoas foram mortas em Burj al-Shamali, perto de Tiro.
O exército israelita realizou novos ataques hoje no sul do Líbano, onde pediu a retirada das populações de várias localidades, apesar do cessar-fogo.
Para além dos ataques aéreos, Israel anunciou a expansão das suas operações terrestres contra o movimento pró iraniano Hezbollah para além da “linha amarela” que estabeleceu no sul do Líbano, a cerca de dez km da fronteira.
“Estamos a intensificar a nossa ação no Líbano” e “estamos a reforçar a zona de segurança para proteger as localidades do norte” de Israel, declarou o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu.
Estes ataques provocaram pelo menos um morto e dois feridos entre os socorristas afiliados ao grupo Amal, aliado do movimento pró iraniano Hezbollah, em Srifa, segundo o ministério da Saúde, o que eleva para 120 o número de socorristas mortos no conflito.
Na cidade de Nabatié, um correspondente da agência de notícias francesa AFP relatou vários ataques após um apelo à retirada das pessoas, e disse ter visto fumo a subir de vários pontos.
Segundo a agência noticiosa oficial libanesa ANI, um daqueles ataques causou “danos significativos” num hospital público.
Os militares israelitas emitiram apelos à retirada de pessoas de pelo menos 50 cidades e aldeias do sul e do leste do Líbano hoje, incluindo Nabatié.
“Devem retirar-se das suas casas imediatamente e deslocarem-se para o norte do rio Zahrani”, indicou de manhã na rede social X o porta-voz militar israelita de língua árabe, Avichay Adraee, dirigindo-se aos habitantes.
Abandonada por grande parte dos seus habitantes desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah a 02 de março, Nabatié continua a ser bombardeada apesar da trégua que entrou em vigor a 17 de abril.
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