Guarda Revolucionária do Irão reivindica abate de drone americano

Guarda Revolucionária do Irão reivindica abate de drone americano

Guarda Revolucionária do Irão reivindica abate de drone americano

“Aeronaves americanas entraram no espaço aéreo iraniano na região do golfo Pérsico e as unidades de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica identificaram e abateram um drone MQ-9”, lê-se em comunicado oficial.

As defesas aéreas também “dispararam contra um drone RQ-4 e um caça F-35″, segundo o texto, sem especificar a data de tais incidentes.
Entretanto, o governo iraniano acusou Estados Unidos de”testarem o poder destrutivo de um novo sistema de armas” no ataque de 28 de fevereiro contra um complexo desportivo, em Lamerd, que fez 25 mortos e mais de 100 feridos e que Teerão descreveu como “um crime de guerra desprezível”.
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, afirmou que aquela ofensiva, no mesmo dia do bombardeamento sobre uma escola em Minab — provocando mais de 150 mortos, na maioria estudantes -, foi executado com um míssil que “explode no ar antes do impacto, libertando 180.000 submunições de tungsténio”.
“Não há mais dúvidas de que os Estados Unidos atacaram deliberadamente um bairro residencial e um complexo desportivo civil em Lamerd. Não foi um erro. Foi uma decisão calculada para testar o poder destrutivo de um novo sistema de armas contra civis iranianos”, disse Baqaei.
O jornal norte-americano The New York Times noticiou, no final de março, o uso daquele tipo de projétil no ataque, mas o porta-voz do Comando Central dos EUA (CENTCOM), Tim Hawkins, recusou as acusações.
“A nação iraniana jamais esquecerá os seus filhos e as suas filhas mártires. Não esqueceremos nem perdoaremos este crime”, concluiu o porta-voz do ministério das Negócios Estrangeiros iraniano.
Leia Também: AO MINUTO: EUA atacam “em legítima defesa”; Fim do apagão no Irão

Publicar comentário