Ouvidos tiros perto da Casa Branca. Serviço Secreto "a investigar"

Ouvidos tiros perto da Casa Branca. Serviço Secreto "a investigar"

Ouvidos tiros perto da Casa Branca. Serviço Secreto "a investigar"


Jornalistas de vários meios de comunicação norte-americanos disseram terem ouvido disparos nos arredores da Casa Branca, em Washington D.C, este sábado. O Serviço Secreto está “a investigar”, com a colaboração do FBI.

“Temos conhecimento de relatos de tiros disparados perto da 17th Street e da Pennsylvania Avenue NW e estamos a trabalhar para confirmar a informação junto do pessoal no terreno. Serão fornecidas informações adicionais assim que estiverem disponíveis”, detalhou a agência federal, na rede social X (Twitter).
O diretor do FBI, Kash Patel, deu também conta de que o organismo “está no local e está a apoiar o Serviço Secreto na resposta a tiros disparados nas proximidades da Casa Branca”, na mesma rede social.
Entretanto, e de acordo com a CNN, duas pessoas foram baleadas e ficaram feridas num confronto com o Serviço Secreto. A CBS News adiantou que se tratavam de um suspeito e de um possível transeunte, que foram levados para uma unidade hospitalar, segundo fontes. O suspeito estava-se em estado crítico e o transeunte em estado grave. 
A mesma fonte apontou que tudo indica que os agentes do Serviço Secreto tenham sido alvo de disparos, pelo que responderam. Vários agentes foram examinados no local, mas nenhum foi hospitalizado.
Terão sido disparados entre 15 e 30 tiros durante o incidente.
A correspondente-chefe da ABC News na Casa Branca, Selina Wang, foi uma das jornalistas a manifestar-se, tendo publicado um vídeo em que os alegados tiros foram disparados.
“Estava a gravar um vídeo para as redes sociais com o meu iPhone, no relvado norte da Casa Branca, quando ouvimos os tiros. Pareciam dezenas de tiros. Disseram-nos para correr para a sala de conferências de imprensa, onde estamos agora”, disse.

I was in the middle of taping on my iPhone for a social video from the White House North Lawn when we heard the shots. It sounded like dozens of gunshots. We were told to sprint to the press briefing room where we are holding now. pic.twitter.com/iqdQwh4soq
— Selina Wang (@selinawangtv) May 23, 2026

Segundo a CNN, os jornalistas que se encontravam no relvado norte foram conduzidos para a sala de conferências de imprensa da Casa Branca, onde lhes foi pedido para que se mantivessem no local, pelas 18h00 (hora local). Um repórter disse que os sons pareciam provir do lado do Edifício Executivo Eisenhower.
Agentes do Serviço Secreto armados com espingardas foram vistos a circular pela área do relvado norte e a bloquear a sala de conferências de imprensa da Casa Branca, mas o confinamento foi levantado pouco depois das 18h45 (hora local).
O presidente norte-americano, Donald Trump, estará na Casa Branca.
O incidente aconteceu cerca de um mês depois do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, no qual um homem de 31 anos procurou entrar armado no salão do hotel onde decorria a ocasião, que contava com a presença de Trump e da primeira dama, Melania Trump, de vários membros do governo, do presidente da Câmara dos Representantes e de cerca de dois mil convidados.
Segundo a acusação da procuradoria, pelas 20h30 (hora local), Cole Allen contornou, a correr, o arco metálico de controlo de segurança, dirigiu-se para as escadas que davam acesso à sala do jantar e disparou uma arma. Agentes do Serviço Secreto responderam com cinco disparos e o homem, sem ter sido atingido, caiu no chão, onde foi dominado. O incidente não causou vítimas, se bem que os disparos tenham provocado a retirada de Trump.
O acusado deixou várias mensagens eletrónicas antes do ataque, nas quais detalhava que o seu objetivo era Trump, a quem chamou “pedófilo, violador e traidor”. Nos emails que deixou agendados, também pedia desculpa aos familiares, explicava os motivos da invasão, reconhecia estar disposto a matar membros do governo e considerava que os restantes convidados podiam ser um “dano colateral aceitável”.
Segundo documentos judiciais, Allen planeou o ataque durante semanas e viajou de comboio desde a Califórnia, para evitar os controlos de segurança dos aeroportos.
Além disso, reservou duas noites no hotel onde se realizava o jantar, para poder entrar nas instalações como hóspede, já que era a única forma de aceder ao local na ocasião.
Allen, que se declarou inocente das acusações, deverá regressar a tribunal no dia 29 de junho.
[Notícia atualizada às 00h20]
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