Bola Tinubu recandidato à Presidência da Nigéria em 2027

Bola Tinubu recandidato à Presidência da Nigéria em 2027

Bola Tinubu recandidato à Presidência da Nigéria em 2027


As primárias do Congresso dos Progressistas (APC) foram uma formalidade para o chefe de Estado eleito em 2023, que nunca escondeu a sua intenção de cumprir um segundo mandato, como atesta o número 8 (para dois mandatos de quatro anos) escrito na horizontal que adorna todos os seus chapéus desde a sua chegada ao poder.

A comissão do APC encarregada de supervisionar as primárias oficializará a vitória interna de Tinubu por ocasião de uma cerimónia de investidura perante membros e eleitos do APC no Centro Internacional de Conferências Bola Ahmed Tinubu, em Abuja, a capital política do país.
O partido já tinha anunciado na noite de sábado a vitória do presidente cessante. Este congratulou-se com o processo de nomeação, que qualificou de “prova de democracia interna”.
Contra Tinubu concorreu um único candidato, Stanley Osifo, empresário originário do sudoeste do país, desconhecido do grande público, que, no entanto, não hesitou em desembolsar 100 milhões de nairas (cerca de 63.000 euros) para ter o direito de se candidatar às primárias do APC.
Para as eleições presidenciais de 2027, Bola Tinubu surge como o grande favorito face a uma oposição fragmentada e enfraquecida: o APC controla 31 dos 36 estados do país, contra 21 em 2023, na sequência de uma onda de deserções de governadores da oposição que se juntaram ao partido do Presidente.
Desde a sua chegada à presidência, Bola Tinubu implementou uma série de reformas económicas que tranquilizaram os investidores internacionais e relançaram a economia, segundo o Governo e os analistas.
Estas reformas, porém, também afetaram o poder de compra dos nigerianos, com uma inflação que ultrapassou os 30% durante o ano de 2024 e que estagna em cerca de 15% desde o início de 2026, com os preços da gasolina a quadruplicarem em quatro anos e a pobreza a aumentar para mais de 60% da população, contra 56% em 2023, segundo o Banco Mundial.
Vários partidos da oposição vão realizar as suas primárias nos próximos dias para designar os seus próprios candidatos às próximas presidenciais.
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