28 de Maio, o golpe que abriu a porta à longa noite do salazarismo
No dia 26 de Maio de 1926, aí por volta das seis da tarde, o general Gomes da Costa sai discretamente do seu apartamento na rua João Crisóstomo, em Lisboa, e esconde-se em casa de Manuel Múrias, um militante da causa integralista, da extrema-direita nacionalista. Pouco depois, um antigo motorista da casa real apressa-se a levá-lo até Braga, onde se realiza, entre 26 e 30 de Maio, o Primeiro Congresso Mariano Nacional. No dia seguinte, os quartéis da cidade fervilhavam com a iminência de mais um golpe para derrubar o governo dominado outra vez pelos radicais do Partido Democrático. Braga era o lugar ideal para o golpe: pelo seu conservadorismo católico, mas também porque, nota o historiador António José Telo, era um reduto de jovens tenentes atraídos pelo ideário do Integralismo Lusitano.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.



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