'Penta' do andebol feminino do Benfica reforça domínio nacional

'Penta' do andebol feminino do Benfica reforça domínio nacional

'Penta' do andebol feminino do Benfica reforça domínio nacional


“Voltámos a cimentar a nossa superioridade em relação às outras equipas”, afirmou Luís Monteiro, em entrevista à agência Lusa.

Luís Monteiro, que assumiu o cargo na época passada, sublinhou que recebeu um grupo tricampeão “já montado”, uma equipa habituada a vencer e cuja estrutura facilitou a continuidade do trabalho.
O Benfica conquistou o título há cerca de duas semanas, após vencer o Almeida Garrett por 36-29, em encontro da sexta jornada do Grupo A da fase final do campeonato nacional, disputado em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto.
Com este título, as ‘encarnadas’ chegam aos 12 troféus de campeão nacional, ficando destacadas no segundo posto, em palmarés liderado pelo Madeira SAD, com 15 vitórias, enquanto o Sports Madeira é o terceiro mais titulado, com quatro triunfos.
O técnico, de 59 anos, fez um balanço “muito positivo” da temporada, apesar das dificuldades na EHF Women’s European League.
“Continuamos a ter alguma dificuldade na European League, na segunda competição europeia, porque às vezes é mais difícil entrar na fase de grupos. (…) Estivemos muito perto de passar uma eliminatória”, disse.
A nível interno, a consistência foi evidente desde a primeira jornada, quando o Benfica venceu na Madeira.
Luís Monteiro recordou até uma brincadeira com Marcel Matz, treinador do voleibol feminino do Benfica, que lhe perguntou se o campeonato “já estava decidido”, por o Madeira SAD ser “o principal rival”.
“Nós fizemos uma primeira fase com grande consistência, mas acabámos por perder um jogo em São Pedro do Sul. (…) Posso dizer que, pessoalmente, senti que o título estava muito bem encaminhado quando o Madeira SAD empatou em Braga com o ABC”, considerou.
Sobre a gestão emocional para o jogo decisivo em Vila Nova de Gaia, o técnico desvalorizou o seu papel, destacando a experiência das atletas, habituadas a vencer, e a forma como entraram determinadas para decidir o campeonato.
Luís Monteiro recordou que que no jogo da festa do título, frente ao ABC, “podia haver algum relaxamento”, mas que a resposta foi exemplar.
“As jogadoras e a equipa tiveram um comportamento absolutamente irrepreensível. A motivação é intrínseca”, salientou.
“Eu procuro ser um exemplo em termos profissionais para que toda a gente perceba o grau de exigência que é trabalhar num clube desta dimensão”, realçou, dando como exemplo a análise de nove jogos numa semana.
Sobre a evolução desde que chegou ao feminino, Luís Monteiro reconheceu o processo de adaptação.
“Existe andebol, mas mulheres são diferentes dos homens, essa é uma realidade. O mérito que tive foi que consegui adaptar-me ao feminino. Não precisei que as jogadoras se adaptassem a mim e consegui adaptar-me às jogadoras”, explicou, valorizando o apoio da estrutura.
Com o título já garantido, técnico quer agora gerir a equipa para chegar ao máximo à final da Taça de Portugal, em 07 de junho, frente ao Almeida Garrett, no Panorama Multiusos de Alcobaça, no distrito de Leiria.
“A época tem altos e baixos, temos sempre uma lesão ou outra, um condicionalismo ou outro, uma jogadora ou outra mais cansada, mais cansada psicologicamente, surgem sempre aspetos e é impossível manter esta forma desportiva. O que é importante neste momento é chegarmos à Taça de Portugal no dia 07 de junho no melhor da nossa condição”, frisou.

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