Conselho Nacional do Chega propõe "rejeição da reforma laboral"

Conselho Nacional do Chega propõe "rejeição da reforma laboral"

Conselho Nacional do Chega propõe "rejeição da reforma laboral"


“O Conselho Nacional do Chega propôs, por unanimidade, a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado apresentadas pelo Governo”, refere o partido em comunicado, no final da reunião do órgão máximo do partido entre convenções.

Na quinta-feira à tarde, em conferência de imprensa na sede do PS, o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, confirmou que o seu partido votará contra o pacote laboral na generalidade.
Se Chega e PS votarem contra, o diploma será rejeitado pelo parlamento, depois de também não ter reunido acordo na concertação social.
De acordo com a nota do Chega, “no decorrer da reunião” do Conselho Nacional “ficou clara aquela que é a posição do Chega como um todo: a reforma laboral e a reforma do Estado, tal como estão, não podem contar com o voto favorável do partido”.
O partido refere que na reunião do Conselho Nacional, que decorreu na quinta-feira à noite, em Lisboa, “vários militantes, autarcas, deputados e dirigentes do Chega” criticaram as alterações que o Governo quer fazer na lei laboral, considerando tratar-se de um “ataque aos trabalhadores e às mães trabalhadoras”.
“Sobre a reforma do Estado, ficou claro que se trata de uma reforma que mais não faz do que facilitar a corrupção”, acrescenta.
Na segunda-feira, nas jornadas parlamentares do partido, o líder do Chega assegurou que “não assinará nunca” uma reforma laboral que dificulte a vida dos trabalhadores e pediu ao Governo “um caminho de aproximação”.
Questionado se poderia votar contra a reforma laboral, eventualmente ao lado do PS, respondeu que estar “muito longe disso ainda”, e referiu que, na altura, a proposta de lei do Governo ainda não tinha chegado ao Parlamento.
O líder do Chega defendeu também que “para haver alguma coisa a abdicar é preciso primeiro haver vontade de negociar e conhecer de que é que se está a falar, e o Governo optou por não dar a ninguém o conhecimento de que é que se está a falar e depois pedir um voto ao Chega sem sequer sabermos do que é que o Governo tem em cima da mesa”.
No mesmo dia, Ventura anunciou que o partido vai votar contra a nova lei de organização do Tribunal de Contas, por não aceitar qualquer reforma que se traduza em “menos fiscalização”.
“Se o Governo mantiver o fim do visto prévio nestes termos, se o Governo continuar a ter esta ideia de acabar com a fiscalização do Tribunal de Contas para os contratos públicos, basicamente, de matar o Tribunal de Contas, de matar a fiscalização, nós votaremos contra”, disse.
Há cerca de um mês, em 20 de abril, André Ventura referiu que, nesta reunião do Conselho Nacional do Chega iria pedir a este órgão para confirmar a posição do partido sobre estas reformas. 
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