O diabo nos detalhes da lei laboral e o cavaquismo de Montenegro
No Poder Público desta semana, regressamos ao pacote laboral, que deu finalmente entrada no Parlamento, numa versão que não corresponde à proposta inicial do Governo nem ao resultado das negociações com os parceiros sociais. No capítulo da amamentação, por exemplo, que foi por onde o Governo começou por desvendar esta reforma no Verão passado, a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho voltou ao início e exige prova de dispensa de seis em seis meses, e o põe o limite nos dois anos, mas admite ceder. Para quê ir buscar uma proposta tão criticada?Em seguida, passamos para a moção com que Montenegro se recandidata a líder do PSD, dizendo que ainda sonha com uma maioria absoluta e que, como Cavaco, tem pesadelos com as forças de bloqueio, isto é, o PS, o Chega, e “resistências corporativas” como do Tribunal de Contas. Será isto um sinal de que o primeiro-ministro está a preparar caminho para eventuais eleições antecipadas?Ainda há tempo para avaliar a possibilidade de as mudanças à lei do Tribunal de Contas avançarem, e fazer o balanço do congresso do CDS.Siga o podcast Poder Público no Spotify, Apple Podcasts ou outras aplicações para podcasts.



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