Um chá <em>very british</em> no Hotel das Amoreiras em Lisboa
Ora chove, ora faz sol, ora está frio, ora o tempo aquece… é nesta confusão meteorológica que falar de um chá das cinco pode parecer desadequado, mas a verdade é que esta é uma experiência que se pode fazer em qualquer altura do ano, mesmo num dia quente porque há sombras que convidam à experiência no Hotel das Amoreiras, em Lisboa, para não falar do seu espaço de bar que evoca aquele ambiente muito britânico, com um cartaz de um filme de 007, em grande destaque por detrás do bar, a sublinhá-lo. Nesta quinta-feira assinala-se o Dia Internacional do Chá.É desse mesmo bar que saem cocktails ao longo do dia, mas também, sempre que se reservar com alguma antecedência (pelo menos 24 horas), um chá da tarde, servido a preceito e com todos os cuidados. As louças são clássicas, assim como o bule de prata e o expositor em tons de dourado, que fica completo com os scones feitos ao momento e servidos com manteiga e compota caseira (naquele dia, a opção era morango e abóbora); as finger sandwiches — as sanduíches cortadas em rectângulos e sem côdea e que chegam em três variedades: queijo e fiambre; salmão fumado; e pepino) e alguns apontamentos de pastelaria em miniatura.Para o chá, a escolha recaiu na marca de luxo britânica Fortnum & Mason e há duas opções: o Chá Royal Blend, uma mistura criada em 1902 para o rei Eduardo VII e que se tornou muito popular pelo seu sabor suave e com notas florais; e o Earl Grey Classic, o clássico chá preto com um toque de óleo de bergamota, e que é o mais pedido na hora de fazer um chá da tarde. Contudo, Pedro Oliveira, proprietário do Hotel das Amoreiras, recomenda o Royal Blend, mais suave e que não interferirá com o sono da noite. Mas há outras opções da conhecida casa de chás, que remonta a 1707, basta pedir.
Chá da Tarde no Hotel das Amoreiras
DR
O Jardim das Amoreiras completa o cenário intimista para a experiência de um chá das cinco com a mãe por companhia, com um grupo de amigas ou mesmo com alguém especial para contar uma novidade ou para uma conversa mais séria, ou simplesmente para fazer um programa diferente em qualquer dia da semana. O espaço do hotel convida a segredos e confidências e o serviço é muito discreto — sem nos apercebermos, a chávena volta a encher-se, mantendo o chá quente, ou aparecem mais umas miniaturas no elegante expositor.Há todo um ritual que é importante para Pedro Oliveira que recorda que o afternoon tea era uma experiência que fazia com os pais quando viveu em Londres, na adolescência. Uma experiência que faziam em grandes hotéis e onde todos os pormenores eram apontados, os bons e os maus, recorda, acrescentando que, embora seja uma tradição britânica, esta foi introduzida na corte inglesa pela portuguesa Catarina de Bragança, que casou com o rei Carlos II, no século XVII.
O bar do Hotel das Amoreiras, um pequeno hotel com 17 quartos e duas suítes, com o selo de Small Luxury Hotels of The World, tem como principal público o estrangeiro, contudo, os portugueses entram para um cocktail ou para o chá da tarde. Alguns ficam mesmo para trabalhar nos seus portáteis ou para fazerem reuniões. Se num dia mais frio, a experiência do afternoon tea pode ser feita numa das mesas do bar — o mesmo espaço onde são servidos os pequenos-almoços aos hóspedes do hotel —, quando a temperatura sobe, a esplanada é a opção mais avisada.



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