PRM desafiada a aprimorar relação com a comunidade
19
TEXTO DE ISABEL JEREMIAS
O Secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, desafiou a Polícia da República de Moçambique (PRM), a nível desta província, a aprimorar a confiança e o envolvimento dos cidadãos nas acções de denúncia de malfeitores, defendendo que o fortalecimento da relação entre a polícia e as comunidades é fundamental para a consolidação da segurança pública na província.
Segundo Lindonde, este processo só será possível com a “purificação das fileiras” da corporação, de modo a garantir que a PRM continue a ser uma instituição acessível, respeitada e vista como guardiã da legalidade nas comunidades.
O governante apelou ainda ao reforço da disciplina institucional e à intensificação da prevenção da criminalidade e da sinistralidade rodoviária.
O pronunciamento foi feito esta segunda-feira, durante um encontro de saudação ao Secretário de Estado por ocasião das celebrações dos 51 anos da PRM, assinalados a 17 de Maio, cerimónia em que o comandante provincial da PRM em Manica, João Mupuela, apresentou o balanço das actividades operativas da corporação.
Na ocasião, João Mupuela revelou que a PRM em Manica está a intensificar acções de sensibilização comunitária para travar a propagação de boatos relacionados com o alegado fenómeno de “atrofiamento dos órgãos genitais masculinos”, situação que tem estado a provocar violência e perturbação da ordem pública em diferentes pontos da província.
Segundo dados apresentados pelo comandante, ao nivel da província de Manica foram registados 18 casos de desinformação associados ao fenómeno, que resultaram em nove mortes e 10 feridos, dos quais quatro em estado grave e seis com ferimentos ligeiros.
No âmbito das acções de controlo da situação, 32 cidadãos foram detidos por envolvimento em actos de violência ligados aos referidos boatos.
Mupuela explicou que a disseminação de informações falsas tem desencadeado reacções de pânico colectivo, o que leva, em alguns casos, a agressões físicas contra supostos suspeitos e episódios de justiça pelas próprias mãos.
Para fazer face ao problema, decorrem acções de sensibilização através das reuniões de ligação polícia-comunidade e do policiamento de proximidade, visando esclarecer a população sobre a inexistência científica do fenómeno e desencorajar qualquer forma de violência.
O comandante alertou que a desinformação constitui um risco real à segurança pública quando não é devidamente controlada, sobretudo por alimentar conflitos comunitários com consequências fatais.



Publicar comentário