Epstein: Polícia britânica analisa denúncias de abuso sexual de menores
A polícia de Surrey, área a sudoeste de Londres, indicou que está a apurar duas denúncias distintas, ocorridas há várias décadas, não tendo, até ao momento, efetuado detenções, de acordo com um comunicado.
Uma das denúncias refere-se a factos ocorridos em Surrey e Berkshire, entre meados da década de 1990 e o ano 2000 e a outra diz respeito a acontecimentos registados em West Surrey, entre meados e o final da década de 1980.
“Levamos todas as denúncias de crimes sexuais muito a sério e iremos procurar identificar quaisquer linhas de investigação razoáveis para verificar informações ou reunir provas corroborantes”, afirmou a força policial.
Surrey integra o conjunto de forças policiais do Reino Unido que têm colaborado na avaliação de potenciais crimes revelados em documentos relacionados com Epstein, que morreu na prisão em 2019.
Em fevereiro, o Conselho Nacional de Chefes de Polícia, que reúne os principais responsáveis policiais britânicos, tinha anunciado a criação de um grupo de coordenação para apoiar as investigações relacionadas com mais de três milhões de páginas de documentos tornados públicos no início deste ano.
Embora o organismo não tenha especificado quais as forças envolvidas, pelo menos oito já confirmaram estar a avaliar as informações que constam nesses documentos.
As investigações abrangem várias suspeitas, incluindo a possível utilização do jato privado de Epstein para tráfico sexual, bem como alegações de que o ex-príncipe André terá enviado relatórios confidenciais ao amigo, durante o período em que desempenhava funções como enviado para o comércio internacional do Reino Unido.
O escândalo Epstein tem abalado, nos últimos meses, tanto a família real como a política britânica, devido às ligações ao antigo embaixador do Reino Unido em Washington Peter Mandelson e a Andrew Mountbatten-Windsor.
Em outubro, o rei Carlos III retirou ao irmão mais novo os títulos reais, incluindo o direito de ser tratado por príncipe, numa tentativa de proteger a monarquia das sucessivas revelações relacionadas com a ligação a Epstein.
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