Os <em>bots </em>compram os bilhetes todos para o Coliseu de Roma: novas regras travam burlas
Desde o dia 4 de Maio, além da venda online, só é possível comprar os bilhetes 24 horas para o Coliseu, Foro Romano e Palatino, na bilheteira da Piazza del Colosseo, para travar os “fura-filas” Além disso, operadores turísticos vão ser multados por estarem a comprar em bloco bilhetes online que seriam para ser comprados pelo compradores individuais.A bilheteira única visa acabar com os revendedores de bilhetes, que os compram online para, depois, revender aos turistas logo a partir da saída de metro do mais famoso monumento de Roma. Convém salientar que a venda de passeios turísticos na rua é proibida pelo Regulamento da Polícia Municipal de Roma. Até então, os bilhetes podiam também ser adquiridos na Via della Salara Vecchia e na Via di San Teodoro.Mas a verdade é que essas pessoas levavam os turistas para as bilheteiras da via Salaria Vecchia, onde há sempre menos pessoas. O Parque Arqueológico do Coliseu considera que com uma só bilheteira será mais fácil controlar as burlas.De acordo com o site Roma Today, está também em cima da mesa a suspensão da acreditação e pagamento de multas para 30 operadores turísticos que compram online em poucos segundos uma quantidade grande de bilhetes nos canais disponíveis para o público em geral e não nos dedicados aos operadores. Isto acontecia com a ajuda de bots, programas informáticos que permitem automatizar tarefas repetitivas. Segundo o La Repubblica, os “castigos” podem ir da suspensão de serviço de quatro meses até à exclusão do registo.
Os burlões começam a venda de bilhetes logo à saída da estação do metro do Coliseu
REUTERS/MASSIMO BARSOUM
Sem bilhetes disponíveis no site, os turistas recorrem às plataformas de revenda, que praticam preços mais altos. D Outra das formas usada é o congelamento durante dias de bilhetes sem os adquirir até terem um comprador. O Parque Arqueológico do Coliseu conseguiu identificar os operadores através do IP.A mudança de nomes nos bilhetes também vai sofrer alterações. Agora, é preciso enviar um email e só será permitida a alteração em caso de erro no bilhete, caso de nomes mal escritos ou engano no tipo de bilhete, e causas de força maior (doença, luto) comprovada.A Associação Nacional de Guias Turísticos Autorizados pela voz da sua presidente, Isabella Ruggiero, realça à EFE que “o site do Coliseu não pode ser com o de um qualquer pequeno site, deve ser ser absolutamente superblindado, organizado de forma perfeita”.Ao La Repubblica, Isabella Ruggiero, diz que se trata de “um sistema que varia entre o injusto e o fraudulento, envolvendo pelo menos três tipos de figuras: os que furam a fila, os que efectivamente realizam as vendas e os guias que conduzem as visitas, bem como a organização por detrás de tudo isto”.
O Parque Arqueológico do Coliseu já confirmou que introduzirá testes captcha no sistema de bilhetes online. Mas a Associação Nacional de Guias Turísticos Autorizados quer ir mais longe e sugere que o monumento abra uma hora mais cedo e encerre uma hora mais tarde.”Tudo isto decorre do facto de, por razões de segurança, não mais de 3.200 pessoas poderem estar dentro do Coliseu ao mesmo tempo. Todos querem vê-lo, mas muitos não conseguem encontrar bilhetes online, e outros não os querem comprar com antecedência. Ninguém quer esperar na fila, e muitos acabam por cair na armadilha dos vendedores ambulantes”, continua Ruggiero. “Mas não devemos pensar neles como entidades isoladas: são grandes agências que trabalham com bilhetes online e também realizam vendas ilegais”, avisa.De acordo com os dados do Ministério da Cultura italiano relativos a 2024, visitaram a grande arena romana quase 15 milhões de pessoas, o que faz dela o monumento mais visitado do país.



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