FPF aponta problemas estruturais para desenvolvimento do futebol feminino

FPF aponta problemas estruturais para desenvolvimento do futebol feminino

FPF aponta problemas estruturais para desenvolvimento do futebol feminino


“Neste continuado investimento são cerca de 23 ME que a FPF vai apresentar para a próxima época, recaindo nas associações e num investimento na Liga feminina e seleções. Temos um projeto para o desenvolvimento e crescimento do número de praticantes. Há um problema de infraestruturas, no qual Governo e municípios terão de estar convocados. Não se pode querer crescer se as infraestruturas não crescerem. A FPF assumirá este investimento”, frisou o presidente Pedro Proença.

No final do segundo Conselho de Presidentes, realizado na Cidade do Futebol, em Oeiras, o dirigente da FPF falou aos jornalistas sobre as conclusões, que incidiram no modelo de investimento, no futebol feminino e na harmonização regulamentar.
“Decorreu de forma muito positiva, com três tópicos que eram fundamentais. Foi uma jornada de reflexão muito importante, de grande agrado para toda a família do futebol, mostrando a união entre o futebol amador, as associações de classe e Ligas profissionais, onde a FPF tem papel de magistratura de influência”, explicou.
O tema da violência física e verbal no futebol português foi igualmente abordado, com Pedro Proença a reforçar que a FPF “assume claramente a dianteira no tema”, lembrando as 84 alterações regulamentares anunciadas “em seis eixos objetivos”.
“As propostas já estão nos regulamentos e foram apresentadas ao Governo nove medidas fundamentais para erradicar a violência dentro e fora dos estádios. A FPF lidera este processo. Enquanto houver um caso de violência no futebol português, a FPF não deixará de ter uma voz muitíssimo ativa”, sublinhou ainda o presidente.
Pedro Proença apontou ainda o objetivo de alcançar os 12.000 árbitros “no final da próxima década”, número que terá de se atingir “com a erradicação da violência”.
“O Conselho de Presidentes é um órgão reconhecido em termos estatutários e as reuniões serão feitas sempre de seis em seis meses, com agenda pré-definida que tem um plano estratégico por detrás, que vai marcar a próxima década do futebol português. Este é um pensamento coletivo que se exige a nós todos”, sentenciou.
Em comunicado, a FPF disse ainda que foram identificadas “lacunas no modelo atualmente vigente para escrutínio de investimentos nas Sociedades Desportivas e o impacto deles na competitividade, sustentabilidade e equilíbrio entre clubes”.
“Serão recolhidos contributos de todos os sócios ordinários para uma proposta de revisão do Regime Jurídico das Sociedades Desportivas e foi proposta a criação de um órgão independente, a funcionar no seio da FPF, com capacidade autónoma de decisão na aferição da idoneidade dos investidores, ou através do Departamento de Certificação e respetivas subcomissões”, revelaram, na nota.
A próxima reunião do Conselho de Presidentes decorrerá no dia 14 de novembro.

A selecionadora Marisa Gomes considerou hoje “difícil” o grupo de Portugal no Mundial de futebol feminino de sub-20, no qual a seleção lusa vai defrontar Coreia do Norte, Colômbia e Costa Rica, na estreia absoluta na prova.
Lusa | 23:53 – 15/05/2026

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