O Cairo silencioso. O Cairo caótico. E vice-versa
Quando o carro nos deixou em plena avenida Talaat Harb — erma e silenciosa como só o primeiro dia de Ramadão justifica —, a sensação foi a de o nosso avião ter viajado na direcção inversa, de termos aterrado em Nova Iorque e de o motorista nos ter deixado algures no centro de Manhattan. Não é que o Cairo pareça Manhattan por acaso. É que ambos foram construídos sob o mesmo espírito da modernidade ocidental da época e o centro das cidades foi desenhado pela mesma geração de urbanistas e com a mesma filosofia do século XIX que inspirou parte de Nova Iorque, mas sobretudo a capital francesa. O Cairo quis ser a “Paris do Nilo”, mas com os seus primeiros arranha-céus, acabou por ficar com alma de “Manhattan do deserto”.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.



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