Ministro israelita hasteia bandeira no Monte do Templo e declara controlo
“Cinquenta e nove anos após a libertação de Jerusalém, hasteei a bandeira israelita no Monte do Templo e podemos declarar com orgulho: recuperámos o controlo do Monte do Templo”, disse Ben-Gvir, coincidindo com a celebração do Dia de Jerusalém.
Neste dia, israelitas radicais, incluindo muitos colonos da Cisjordânia, celebram a captura militar de Jerusalém Oriental há 59 anos, na guerra de 1967, com cânticos antiárabes e um desfile pela Cidade Velha de Jerusalém, frequentemente marcado pela violência.
“Hoje, mais do que nunca, o Monte do Templo está nas nossas mãos! O Dia de Jerusalém é um dia de paz e segurança”, acrescentou Ben-Gvir, em vídeos partilhados nas redes sociais, citados pelas agências internacionais.
Os israelitas referem-se ao Monte do Templo como aquilo a que os palestinianos chamam Haram al-Sharif (Nobre Santuário), onde se encontra a Mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos, depois de Medina e Meca, na Arábia Saudita.
Para os judeus, este é o local mais sagrado do judaísmo, defendendo que, antes da mesquita, já ali se encontravam o Primeiro Templo, construído por Salomão, e o Segundo Templo (destruído pelos romanos).
No entanto, de acordo com a lei religiosa, apenas certos rabinos têm permissão para orar ali.
Nas últimas décadas, e paralelamente à ascensão do sionismo religioso simbolizado por Ben-Gvir, um número crescente de rabinos tem encorajado as pessoas a entrar no Monte do Templo para rezar, violando o estatuto acordado por Israel e pela Jordânia em 1967, segundo o qual apenas os muçulmanos têm permissão para rezar no local.
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