Embaixador israelita na ONU quer detenção de Francesca Albanese

Embaixador israelita na ONU quer detenção de Francesca Albanese

Embaixador israelita na ONU quer detenção de Francesca Albanese


“Nenhuma ordem provisória vai alterar o simples facto de que Francesca Albanese está a abusar da posição na ONU para levar a cabo uma campanha de incitação política contra Israel e os Estados Unidos”, afirmou Danny Dannon numa mensagem nas redes sociais, em referência à decisão de um tribunal norte-americano que suspendeu as sanções impostas à relatora em 2025.

“Albanese devia estar atrás das grades”, adiantou.
O representante israelita acusou a relatora da ONU de ter “promovido a perseguição de soldados e civis israelitas e norte-americanos em Haia”, bem como de ter difundido “mentiras e calúnias sangrentas”.
“Tem dado apoio constante aos terroristas do Hamas, mesmo depois do massacre de 07 de outubro!”, afirmou Dannon em relação aos ataques perpetrados pelo movimento islamita palestiniano, em 2023, em território israelita, nos quais foram mortas cerca de 1.200 pessoas.
Depois destes ataques, o Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, iniciou a ofensiva contra a Faixa de Gaza, qualificada por membros da ONU, entre eles Albanese, de genocídio.
Apesar do cessar-fogo em vigor, já se contabilizam mais de 72.000 mortos em Gaza.
A perita foi sancionada em julho de 2025 depois de ter criticado publicamente a política de Washington em relação à Faixa de Gaza, tendo sido proibida de entrar nos Estados Unidos, onde se localiza a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e sujeita a um bloqueio financeiro total.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também criticou a relatora especial por recomendar que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitisse mandados de detenção contra Netanyahu.
A mensagem de Dannon respondia a uma mensagem da relatora, na qual esta se congratulou de, nesta quarta-feira, um tribunal norte-americano ter suspendido as sanções que pesavam contra ela no país, por considerar que estas podem constituir uma restrição inconstitucional à liberdade de expressão.
“Como diz o juiz: ‘Proteger a liberdade de expressão é sempre do interesse público'”, escreveu Albanese.
Sobre a relatora pesava uma proibição de entrar nos Estados Unidos e um bloqueio financeiro total.
Desde 2022 que Albanese exerce funções como relatora especial da ONU, cargo a partir do qual definiu a ocupação israelita como prolongada e ilegal.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, já tinha anteriormente qualificado estas ações por parte do Governo norte-americano de inaceitáveis e de “precedente perigoso”.
As medidas suscitaram também a condenação da Amnistia Internacional e da Human Rights Watch, entre outras organizações não-governamentais (ONG).
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