Depois de ataques de Montenegro, UGT critica “responsáveis políticos” que não aceitam a diferença

Depois de ataques de Montenegro, UGT critica “responsáveis políticos” que não aceitam a diferença

Depois de ataques de Montenegro, UGT critica “responsáveis políticos” que não aceitam a diferença

A UGT lançou nesta segunda-feira um apelo aos parceiros sociais e aos “responsáveis políticos” para que não desperdicem o “capital de confiança” da Concertação Social, criticando “ataques” que “revelam a não aceitação da legítima diferença”.A posição é assumida um dia depois das declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, a propósito do fim do processo de negociação das alterações à legislação laboral, sem que tivesse havido um acordo na Comissão Permanente de Concertação Social (onde têm assento as confederações da indústria, do comércio e serviços, do turismo e da agricultura, assim como a UGT e a CGTP).No domingo, Luís Montenegro defendeu que o país precisa de “sindicalistas com arrojo” e criticou as “estruturas que funcionam com os enquadramentos do século XX” para resolver os problemas do século XXI.“Espero que haja maior profundidade no Parlamento do que houve na Concertação Social”, desafiou.Sem se referir em concreto a estas declarações, mas referindo “declarações públicas de responsáveis políticos e parceiros sociais nos últimos dias”, a UGT lembra que “a Concertação Social existe há décadas e tem sabido viver com e sem acordos em múltiplos processos negociais, mantendo um capital de confiança e de respeito institucional que permitiu sempre continuar a trabalhar em prol dos trabalhadores, das empresas e do país”.Assim, continua a estrutura liderada por Mário Mourão, a UGT espera que “esse capital não seja desperdiçado ou fragilizado com ataques que apenas revelam a não aceitação da legítima diferença”.A UGT acrescenta que o trabalho da Concertação Social “não se esgota na legislação laboral” e desafiou os restantes parceiros a continuarem à mesa das negociações “com o objectivo de encontrar soluções para os problemas reais do país”, garantindo que continuará a desempenhar esse papel.Na quinta-feira, no final da última reunião para discutir o pacote laboral, a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, culpou a UGT por não haver acordo e acusou-a de “intransigência”.Em entrevista ao PÚBLICO, o líder da UGT, Mário Mourão, devolveu as críticas e responsabilizou a ministra pelo desfecho do processo.

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