Morte de jovem resolvida após suspeito perder arma junto ao corpo nos EUA

Morte de jovem resolvida após suspeito perder arma junto ao corpo nos EUA

Morte de jovem resolvida após suspeito perder arma junto ao corpo nos EUA


O desaparecimento de uma adolescente de 16 anos em Norcross, no estado norte-americano da Geórgia, em 2022, foi um mistério que durou vários meses, tendo acabado por levar á detenção de um polícia.

A história foi contada, na sexta-feira, num podcast que aborda histórias de crimes, o “20/20”.
Tudo começou numa noite de verão, quando a 26 de julho esta jovem desapareceu, no caminho para casa. À saída da casa de uma amiga, às 21h40, enviou uma mensagem à mãe a dizer que estava a caminho. Um percurso que se fazia em 15 minutos acabou por ficar a meio, dado que a jovem, Susana Morales, nunca chegou a casa.
A mãe estranhou, mas terá pensado que a filha tinha fugido de casa e o desaparecimento desta adolescente só foi comunicado no dia seguinte à polícia. As autoridades investigaram, mas, não havendo rasto dela, nunca se chegou a nenhuma conclusão sobre esta tinha fugido ou não. 
Os restos mortais da jovem foram apenas encontrados no ano seguinte, em fevereiro de 2023, perto de uma autoestrada. Segundo a ABC News, foi ao verem que havia verniz preto no que restava do corpo inanimado que as autoridades pensaram que se podia tratar de Morales – o que os testes confirmaram.
Não havia roupas perto do corpo, o que fez as autoridades acreditarem que o cadáver teria sido deixado ali com o corpo desnudo. Mas apesar de não terem sido encontradas roupas, foi encontrada uma pistola Glock 19, que levou ao suspeito, Myles Bryant.
Quem é Bryant e como se ‘denunciou’
De acordo com o que explica  revista People, Miles Bryant, de 22 anos, já foi condenado a prisão perpétua pela morte desta jovem. Sempre manteve que era inocente e pediu um nojo julgamento, que lhe foi negado. Agora, recorreu ao Supremo Tribunal da Geórgia para que o caso fosse julgado novamente.
Bryant era um agente de segurança que trabalhava no complexo de apartamentos onde a vítima estava antes de desaparecer. Na manhã seguinte ao desaparecimento, Bryant disse que a sua arma tinha desaparecido – a mesma arma que foi encontrada no local onde estava o corpo.
A partir de dados do telemóvel, as autoridades perceberam que Bryant tinha estado no mesmo local onde os restos mortais foram encontrados, na noite em que esta desapareceu. O seu histórico de pesquisa incluía ainda questões como “quanto tempo leva um corpo a decompor-se”.
Não era certo que Morales e Bryant se conheciam, mas os procuradores mostraram em tribunal que o jovem tinha um histórico que assediar e perseguir mulheres, tendo, inclusive, entrado no apartamento de uma no passado.
Uma amiga de Morales, Alyssa Marvin, testemunhou e disse que elas já se tinham cruzado com Bryant no complexo de apartamentos e disse que este lhes tinha oferecido boleia e drogas, que as jovens terão recusado.
À ABC News, a irmã da vítima, Jasmine Perez disse que queria que a familiar fosse lembrada “pela sua gargalhada”. “Ela era uma miúda linda e, no final do dia, era apenas uma irmã, uma filha, uma amiga. E naquela noite estava a caminho de casa e ninguém tinha o direito de a tirar de nós”, apontou.
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