
OAM Aplica Mão Dura Contra Violação Ética
O Conselho Jurisdicional da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) deliberou a suspensão do exercício da profissão de seis advogados envolvidos no polémico processo de administração de insolvência da fábrica Cimentos da Beira. As sanções aplicadas pela agremiação variam entre 8 e 10 anos de interdição. A medida surge após um rigoroso processo disciplinar que provou a violação de deveres de integridade, ética e prestígio da classe profissional.
Quem São os Advogados e Quais as Faltas Cometidas

Sanções de Oito a Dez Anos
A deliberação do plenário do Conselho Jurisdicional sancionou com dez anos de suspensão os advogados Milú Wilma Carlos Viana, Pereira Carlos Ferramenta, Aníbal Pascoal Quetane e Ivan Stélio de Almeida Pontavida. Já Anabela Correia Teles Melo e Laurindo Francisco Saraiva foram sancionados com a suspensão de nove anos e oito meses.
O Percurso das Irregularidades
No centro da controvérsia está a atuação na gestão da massa insolvente da fábrica Cimentos da Beira. Anabela Teles Melo, indicada como administradora da insolvência decretada em outubro de 2024, é acusada de praticar atos indevidos e de permitir a interferência ilegal dos outros visados no processo. O órgão disciplinar apontou ainda a movimentação e desvio de elevadas somas monetárias pertencentes à massa insolvente.
O Impacto do Caso no Quotidiano e na Economia de Sofala

A paralisação da Cimentos da Beira não foi apenas um litígio judicial. Ela desferiu um golpe duro no setor produtivo da zona Centro de Moçambique, onde a fábrica figurava como a maior produtora da região.
Para centenas de trabalhadores e famílias locais que viram os salários congelados e os postos de trabalho perdidos, o escândalo da insolvência representou meses de incerteza e aperto no bolso. A falta de ética e a gestão danosa do património da empresa não só afetaram os trabalhadores da fábrica, como também abalaram a confiança dos investidores no ambiente de negócios nacional.
Além disso, a decisão da OAM envia um sinal claro para o mercado moçambicano: o abuso de funções e a falta de integridade na gestão de empresas em crise não passam impunes, salvaguardando a credibilidade do sistema de justiça no país.
Responsabilização Para Restaurar a Confiança
A suspensão aplicada pelo Conselho Jurisdicional da OAM demonstra que o rigor ético deve prevalecer sobre qualquer interesse individual no exercício da advocacia em Moçambique.
Concorda que sanções severas como esta são o caminho certo para moralizar a justiça e proteger a nossa economia? Deixe a sua opinião nos comentários e partilhe este artigo!