Transparência salarial: CGTP critica falha na transposição da diretiva
Em comunicado enviado hoje, em conjunto com a Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens, a organização específica da CGTP para o combate às discriminações, a central sindical acusa o Governo de estar em “velocidade máxima para mexer nas leis laborais”, mas com “travão de mão puxado para combater a discriminação salarial”.
A CGTP recorda uma greve de mulheres na Ford em junho de 1968, pela paridade salarial, já que os trabalhadores masculinos ganhavam 15% mais, para dizer que 58 anos depois, o Governo português falha na transposição da diretiva “cujo objetivo é combater a discriminação salarial e remuneratória entre mulheres e homens”.
A central sindical salienta ainda que em Portugal, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que as mulheres recebem rendimentos salariais líquidos inferiores, em média, em 14,4% ao recebido pelos homens trabalhadores.
A Lusa questionou na sexta-feira o ministério do Trabalho sobre a transposição da diretiva, que terminava no domingo, mas ainda não obteve resposta.
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