
O Papa Leão XIV discursou no Parlamento de Espanha, em Madrid, no terceiro dia da viagem que está a fazer ao país, e que tem uma agenda focada na imigração e uma carga política inédita.
O momento em que entrou no Parlamento foi marcado por muitos aplausos e considerado um momento de grande “importância” num momento em que é necessário criar “várias pontes”, afirmou a presidenta do Congreso, Francina Armengol, no seu discurso de boas vindas ao sumo pontífice.
O Papa Leão XIV começou o seu discurso agradecendo “as palavras amáveis assim como o convite que recebi na ocasião da minha viagem a este país”.
“A minha presença ante vós é um gesto de proximidade para com a Espanha”, disse, mostrando-se “consciente”” que o se papel é “manter o diálogo com os povos e Estados”.
“Espanha soube olhar para o humano como algo mais que um objeto, dotado de liberdade”, disse, assumindo contudo que é preciso “reconhecer que a sociedade e a igreja nem sempre estiveram à altura”.
[Notícia em atualização]
Momento é histórico
Esta é a primeira viagem de um Papa a Espanha em 15 anos e esta será a primeira vez que um líder da Igreja Católica discursa no Parlamento nacional, num país com um discurso político muito polarizado, como o próprio Leão XIV referiu no sábado, logo depois de aterrar em Madrid, e em que o terceiro maior grupo parlamentar, do Vox, de extrema-direita, mantém há meses um confronto com os bispos por causa da imigração.
No primeiro discurso que fez em Espanha, no sábado, perante as autoridades máximas do país, Leão XIV apelou para serem abandonados discursos polarizadores com “simplificações estéreis” e pediu para a Europa reconhecer “a complexidade” como uma bênção.
