
O bombardeamento teve como alvo uma esquadra da polícia dentro da área de al-Mawasi, perto de Khan Younès, informou a Defesa Civil.
Apesar do acordo de cessar-fogo assinado em outubro de 2025, a Faixa de Gaza continua a ser alvo de violência diária, com o Hamas e Israel a acusarem-se mutuamente de violação do acordo.
A organização de primeiros socorros, que opera sob a autoridade do movimento islâmico do Hamas, divulgou em comunicado de imprensa para indicar que os ataques a essa esquadra provocaram cinco mortos e 17 feridos.
O hospital Nasser, em Khan Younès, confirmou que recebeu cinco corpos e tratou os feridos, alguns “em estado grave”.
Enquanto isso, o hospital dos Mártires de al-Aqsa, em Deir el-Balah (no centro e Gaza), indicou que o corpo de um pescador, Mohammed Moussa Abou Jaiab, foi transferido para o hospital após ter sido morto no mar, com tiros.
O exército israelita adiantou à agência de notícia France-Presse (AFP) que estava a confirmar essas informações.
No sábado, os serviços de emergência em Gaza indicaram que se registaram, em todo o território, 10 mortos em ataques aéreos.
Segundo o hospital al-Chifa, o número de mortos subiu para 12, uma vez que recebeu hoje mais dois corpos encontrado na cidade de Gaza.
A Faixa de Gaza está devastada, tendo em conta que está há mais de dois anos em guerra, desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, em 07 de outubro de 2023.
Pelo menos, 961 palestinos foram mortos desde o anúncio do cessar-fogo, em 11 de outubro de 2025, segundo o Ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas e cujos números são fiáveis para a Organização das Nações Unidas (ONU).
O exército israelita disse haver cinco mortos nas suas fileiras, durante o mesmo período de tempo.
As restrições impostas e o acesso limitado a Gaza aos jornalistas, impedem a AFP de verificar de forma independente o número de vítimas ou de cobrir de forma livre os combates existentes.
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