Dois ativistas da flotilha detidos em Israel vão ser libertados hoje

Dois ativistas da flotilha detidos em Israel vão ser libertados hoje

Dois ativistas da flotilha detidos em Israel vão ser libertados hoje


“A agência de informações interna israelita Shabak informou a equipa jurídica da Adalah de que os ativistas e líderes da frota Global Sumud (GSF), Thiago Avila e Saif Abukeshek, seriam libertados hoje”, indicou a ONG num comunicado hoje divulgado.

Os ativistas “serão entregues ainda hoje às autoridades de imigração israelitas e mantidos em detenção enquanto aguardam a sua expulsão”, acrescentou.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, já se pronunciou sobre a libertação dos dois homens, anunciando que as autoridades israelitas comunicaram ao Consulado de Espanha em Telavive que o ativista hispano-palestiniano Saif Abukeshek seria libertado “nas próximas horas”.
Albares explicou numa mensagem de áudio enviada à agência de notícias espanhola EFE pelo Ministério que, após a sua libertação, Saif Abukeshek será deportado de Israel através da passagem de Taba, no Egito.
O ministro dos Negócios Estrangeiros assegurou que o ministério está a trabalhar intensamente para que, no momento em que sair do território israelita, o ativista hispano-palestiniano regresse a Espanha com a sua família “o mais rapidamente possível”.
“É um momento de grande felicidade e não vamos poupar esforços para o seu rápido regresso a Espanha”, salientou.
Saif Abukeshek foi detido no passado dia 30 de abril em águas gregas por Israel, quando viajava a bordo da Flotilha Global Sumud com destino a Gaza, e foi transferido, juntamente com o ativista brasileiro Thiago Ávila, para o centro de detenção de Shikma, na cidade israelita de Ashkelon, acusados de crimes de terrorismo pelas autoridades israelitas.
Foram detidos juntamente com outros cerca de 170 ativistas, quando o Exército israelita intercetou cerca de metade dos navios pertencentes à Flotilha Global Sumud, a cerca de 100 quilómetros a oeste da ilha grega de Creta, em águas internacionais.
No entanto, no caso destes dois, Israel decidiu extraditá-los para o seu território para serem julgados. Os demais ativistas foram levados para a Grécia e libertados.
A organização de direitos humanos israelita Adalah, que representa os dois detidos, denunciou os “maus-tratos” e “abusos psicológicos” infligidos a Saif Abukeshek e Thiago Ávila na prisão, citando interrogatórios de oito horas, iluminação intensa nas celas 24 horas por dia, isolamento total e movimentos sistematicamente vendados, mesmo durante exames médicos.
A Flotilha Global Sumud para Gaza era inicialmente composta por cerca de cinquenta barcos e, segundo os seus organizadores, visava quebrar o bloqueio israelita ao território palestiniano devastado pela guerra e levar ajuda humanitária, que permanece severamente restringida.
Entre os cerca de 170 ativistas que integravam a flotilha estavam três portugueses.
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