O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse esta sexta-feira estar orgulhoso do trabalho realizado pela Polícia de Segurança Pública (PSP) no dia da greve geral.”Total confiança, respaldo, apoio, suporte às forças de segurança. Cumpriram a sua missão, tenho orgulho no trabalho que fizeram, não pode haver nem desordem, nem desacatos. Vivemos num país com lei, com ordem, com disciplina, com organização e ela tem que prevalecer”, afirmou Luís Neves.O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas à margem da inauguração das obras de requalificação do quartel da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Vila Nova de Paiva, no distrito de Viseu, a propósito das detenções realizadas no dia 3 de Junho, dia da greve geral, em frente à Assembleia da República, em Lisboa.”A PSP actuou no cumprimento da lei, actuou bem, com firmeza e robustez impondo a força necessária para que a lei fosse cumprida. Sempre disse e direi aos homens e mulheres da GNR e da PSP que terão sempre o meu respaldo quando façam o seu trabalho no sentido de repor a ordem pública”, afirmou.Luís Neves disse que “foi isso que a PSP fez, repondo a ordem pública, distinguindo de facto quem é que estava a provocar, quem é que estava a procurar destruir, a criar desestabilização, a desobedecer às ordens legítimas da PSP” e quis “felicitar a PSP pelo trabalho” que fez.
A PSP actuou no cumprimento da lei, actuou bem, com firmeza e robustez impondo a força necessária para que a lei fosse cumprida.
Luís Neves, ministro da Administração Interna
“No nosso país e com este governo, e comigo, não haverá lugar a comportamentos extremistas, a comportamentos que ponham em causa o cumprimento da lei. A lei e a ordem e a segurança das pessoas e do património, e a sua preservação, são o foco deste governo e das polícias”, indicou.O ministro acrescentou que comportamentos como os que aconteceram “serão sempre reprimidos com a força necessária para repor a ordem pública” com “firmeza e robustez”.”É um trabalho das polícias que eu, enquanto ministro da Administração Interna, reconheço e aplaudo”, reforçou.Pelo menos seis pessoas foram detidas na quarta-feira junto ao Parlamento, em Lisboa, no final da manifestação da CGTP, após confrontos com a PSP, estando indiciados por desobediência e resistência e coação sobre funcionário, segundo a polícia.O responsável pelo Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, superintendente Resende da Silva, disse aos jornalistas, junto à Assembleia da República, que os detidos estavam, cerca das 20h00, a ser identificados e posteriormente serão ouvidos em primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.Uma outra fonte policial admitiu à Lusa que os detidos possam incorrer ainda nos crimes de dano, devido aos fogos que atearam em caixotes do lixo, bem como arremesso de garrafas de vidro e outros objectos contundentes contra os polícias, tendo deles sofrido ferimentos ligeiros.Os detidos deverão ser presentes esta sexta-feira a tribunal.
