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HSBC acusado de ajudar ex-governador do Banco do Líbano a desviar fundos

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A instituição britânica está a ser processada por branqueamento de capitais e por conspiração criminosa, nomeadamente, para cometer peculato, abuso de confiança e suborno de funcionários públicos, confirmou a Procuradora Nacional Financeira Francesa (PNF), adiantando que o banco pagou uma caução de 80 milhões de euros.

Contactado pela AFP, o HSBC escusou-se a comentar por estar em curso uma investigação.
A investigação, que teve inicio em julho de 2021, abrange um grupo organizado.
Cerca de dois anos depois, um tribunal de França emitiu um mandado de detenção internacional contra Salamé, que é suspeito de ter acumulado um vasto património imobiliário e bancário na Europa e nos EUA, através de um esquema financeiro, que envolveu o desvio de fundos públicos libaneses.
Riad Salamé, que foi governador do Banco Central do Libano entre 1993 e 2023, esteve em prisão preventiva durante um ano, antes de ser libertado após pagar uma caução de mais 14 milhões de dólares (cerca de 12 milhões de euros).
O ex-banqueiro, de 75 anos, negou sempre qualquer irregularidade.
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