TECNOLOGIA

Autoridade de Segurança Rodoviária congratula-se com nova estratégia que chega com seis anos de atraso

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) congratulou-se esta quinta-feira com a aprovação da nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, um “marco histórico” e a concretização de um objectivo antigo. A nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária deveria ter sido lançada em 2020, para vigorar até 2030, o que significa que chega com um atraso de seis anos.”Esta aprovação constitui um momento de particular significado”, sublinhou o presidente da ANSR, Pedro Clemente, citado em comunicado, que disse entender a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária como a “materialização de uma visão de futuro (…) alinhada com as melhores práticas internacionais e com os compromissos assumidos a nível europeu e global”.O Governo aprovou, na quarta-feira, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030, que tem como meta reduzir em 50% as mortes e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030 e alcançar zero mortos e feridos graves até 2050.O documento, que está por aprovar desde 2021, vai agora ser submetido para consulta pública.A ANSR saudou, em particular, o objectivo de reduzir o número de vítimas mortais e feridos graves, sublinhando que, “apesar dos progressos alcançados nas últimas décadas, a sinistralidade rodoviária continua a representar um elevado custo humano, social e económico”.Este ano há mais 54 mortes face ao mesmo período de 2025Dados provisórios da ANSR indicam que desde o início do ano ocorreram 63.493 acidentes rodoviários, que provocaram 210 mortos, 1037 feridos graves e 16.907 feridos ligeiros. Em relação ao mesmo período de 2025, registaram-se mais 5612 acidentes, mais 54 mortos, mais 27 feridos graves e menos 553 feridos ligeiros.


“Mais do que um documento estratégico, a Visão Zero 2030 representa um compromisso nacional com a protecção da vida humana”, sublinhou a ANSR, que defendeu que, apesar da inevitabilidade do erro humano, “o sistema rodoviário deve ser concebido e gerido de forma a evitar que esses erros tenham consequências fatais ou provoquem lesões graves”.Segundo uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI) enviada à Lusa, a aprovação da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030 era uma das “principais medidas, em matéria de segurança, do programa do Governo”, estando alinhada com “a política europeia em matéria de segurança rodoviária”.O MAI referiu que o documento assenta em cinco pilares, designadamente “utilizadores seguros”, “infraestruturas seguras”, “veículos seguros”, “velocidades seguras” e “resposta pós-acidente”, e fixa metas “mais claras e mensuráveis”.No dia 15 de Abril, depois de uma Páscoa negra em termos de mortes nas estradas, o Governo anunciou que vai avançar com a elaboração de um novo Código da Estrada que “reúna todos os diplomas dispersos” aprovados ao longo dos últimos anos e que responda aos elevados níveis de sinistralidade rodoviária que Portugal tem actualmente. Na ocasião, o ministro Luís Neves anunciou a reactivação da Brigada de Trânsito da GNR, a instalação de mais radares de controlo de velocidade e uma “maior exigência no plano penal e contra-ordenacional”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Veja Também
Fechar
Botão Voltar ao Topo

Bloqueio de Anúcio Activado!

Por favor, desative para continuar...