
O ministro da Administração Interna garantiu, esta quarta-feira, que o SIRESP – Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal – vai funcionar este ano em época de incêndios.
“O SIRESP está a funcionar. Teve ali uns problemas graves com a calamidade, foram comprados equipamentos, novas estruturas, estamos a fazer um grande investimento… […]. Sim, vai funcionar”, garantiu Luís Neves no “Importa-se de Repetir”, da SIC Notícias.
Quanto à questão dos aeroportos, o governante disse antever, para este verão, “muito melhor qualidade e celeridade”.
“Na passada quinta-feira, a PSP deu posse a 550 novos agentes: 360 destes novos agentes estão já em formação; terminarão no dia 3 de julho”, frisou.
O ministro recusou que a imagem que tem agora do Governo seja pior do que a que tinha quando estava à frente da Polícia Judiciária: “É melhor, estou muito agradado com o Governo de que faço parte. Tenho tido a honra e o orgulho de apresentar uma série de diplomas que são aprovados e que são importantes para o país e para os portugueses; tenho uma grande cumplicidade com uma série de ministros, uma grande relação com o primeiro-ministro, com todos”, frisou.
“Sinto-me honrado e orgulhoso de fazer parte desta equipa”, afirmou.
“Administração Pública tem um status quo do ‘parado paradinho'”
Questionado sobre as declarações recentes de Passos Coelho, que tem pedido mais “ritmo” ao Governo da AD, Luís Neves foi peremptório: “É o ritmo que é. Nós estamos a dar passos certos naquilo que estamos a fazer. Há muitos temas que estão a ser estruturantes e há temas que nunca se tocaram”, continuou.
“A Administração Pública tem um status quo do ‘parado paradinho’, fechado, não mexe, não faz, que é um cancro que nós temos, de pequenas burocracias, de pequenos poderezinhos, de pequenos feitos – e nós estamos a quebrar com isto. Não pode haver esta falta de ligação entre estruturas do Estado. Isto é uma reforma que vai demorar tempo”, sublinhou.
Luís Neves defendeu que “há medidas que não positivas para todos” e que não têm “propriamente uma área política”.
Criminalidade? “Grande desconforto e insegurança”
Questionado sobre as suspeitas de tortura na esquadra do Rato, o ministro da Administração Interna diz que é preciso perceber “se precisamos de todos estes espaços”, privilegiando o policiamento na rua.
O ministro recusou um aumento da criminalidade e considerou que “o que há são outros aspetos” como “pessoas a consumir na rua” e “pessoas a dormir em tendas proximas do consumo e “tudo isso cria um ambiente de grande desconforto e insegurança”. Por isso, prometeu que o Governo está a trabalhar para “encontrar formas de mitigar tudo isto”.
“E sim, o tráfico de droga é talvez a maior áerea criminal que tem a montante e a jusante outros crimes”, assumiu.
Luís Neves admitiu também que a PSP tem de ser mais atrativa em recrutar jovens já que, atualmente, “não é possível pôr gente” na prevenção, na Polícia Municipal, nos aeroportos, etc.
O governante assumiu também estar a “repensar” a formação dos polícias e, por isso, já “têm sido reprovados muitos candidatos” com “comportamentos desviantes”.
“Há muito ódio, muitos crimes de ódio”, afirmou, sugerindo que esses “comportamentos desviantes” estão sobretudo relacionados com a violência.
Questionado, a esse propósito, se isso pode estar relacionado com o crescimento da extrema-direita e se já convenceu o Governo a dar menos ouvidos ao Chega, Luís Neves afirmou que “o primeiro-ministro é uma pessoa experimentada, uma pessoa respeitadíssima e faz a avaliação política, no seu alto critério, que deve fazer”.
“A avaliação que o primeiro-ministro faz é a correta e se eu entendesse que não teria sido a correta, eu próprio, há três meses, não teria aceite o convite que me fez”, concluiu.
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