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Jordi Savall e Arcadi Volodos no Festival de Música da Póvoa de Varzim

Os músicos Jordi Savall, Arcadi Volodos e Anouar Brahem estão entre os artistas que compõem a programação do 48.º Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV), que decorre em Julho naquela cidade do distrito do Porto.De acordo com a organização, em comunicado, este ano o festival, que aconteceu pela primeira vez em 1979, acontece de 5 a 25 de Julho. Na 48.ª edição, os concertos do festival vão acontecer na Igreja Matriz, no Cine-Teatro Garrett, no Auditório Municipal, na Igreja Românica de São Pedro de Rates e, pela primeira vez, no Diana-Bar, junto à praia poveira.O festival abre com o músico catalão Jordi Savall, que regressa à Póvoa de Varzim com o agrupamento Hespèrion XXI, que fundou em 1974 com Montserrat Figueras. A 5 de Julho, Jordi Savall apresenta O fogo e a lágrima das musas, programa dedicado à música inglesa do período isabelino.O quarteto do tunisino Anouar Brahem estreia-se no FIMP a 17 de Julho com o seu mais recente projecto, After the Last Sky. O concerto de Anouar Brahem assinala a primeira colaboração entre o certame da Póvoa de Varzim e o Festival Internacional de Música de Espinho (FIME), cuja 52.ª edição decorre de 19 de Junho a 31 de Julho (a actuação do músico tunisino nesta cidade acontecerá no dia 18).Na Póvoa de Varzim, o pianista Arcadi Volodos apresenta a 20 de Julho um recital inteiramente dedicado a Schubert e Chopin.A programação do 48.º FIMPV inclui também, por exemplo, actuações de Os Cupertinos, que apresentam em 8 de Julho Rosa Sine Spinis, um programa dedicado à devoção mariana na polifonia portuguesa dos séculos XVI e XVII; do duo Nada Contra, com a violinista e compositora Helena Silva, num concerto a 10 de Julho centrado na criação musical contemporânea; da Orquestra de Câmara Portuguesa, a 12 de Julho; do Quarteto Verazin, a 15 de Julho; e da soprano Anna-Lena Elbert, do violoncelista Nicolas Altstaedt e do pianista Alexander Lonquich, que apresentam a 19 de Julho um programa dedicado a Schumann e Brahms.O festival encerra a 25 de Julho com a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, que apresenta um programa “composto por três criações que reflectem diferentes perspectivas sobre a sociedade contemporânea”, diz o programa.Além dos concertos principais, a programação inclui masterclasses, conferências, concertos de jovens intérpretes e várias iniciativas de carácter pedagógico e cultural.O FIMPV foi criado “com o objectivo de promover a região através da música” e, “desde o início, apostou na presença de artistas de prestígio internacional, na divulgação dos melhores músicos portugueses e no apoio a jovens talentos”.

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