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Montenegro convicto de que “esmagadora maioria” vai trabalhar durante a greve geral

O primeiro-ministro mostrou-se convicto de que a “esmagadora maioria dos portugueses que trabalha” vai trabalhar na quarta-feira, dia de greve geral.À entrada para a conferência “50 Anos do Poder Local — Democracia, Desenvolvimento e Futuro”, iniciativa do Jornal de Notícias (JN), no Porto, e questionado sobre a greve geral de amanhã, Luís Montenegro disse “não fazer ideia” de qual será a adesão.”Logo veremos, o que eu espero é que, como tenho a minha convicção, a grande maioria, a esmagadora maioria dos portugueses que trabalha vai trabalhar amanhã”, referiu. Muitas vezes o que acontece, acrescentou, é que uma minoria consegue condicionar o trabalho dos outros.


“Eu espero que isso não aconteça, espero que se conciliem as duas coisas, que é, uns têm o direito a exercer o direito à greve e fazem-no, outros têm o direito a trabalhar e também o possam fazer”, frisou.À chegada, e tal como vem sendo habitual nos locais onde tem estado presente, Montenegro tinha à sua espera cerca de 20 manifestantes a contestar o pacote laboral. O primeiro-ministro destacou que esses manifestantes são “sempre os mesmos e são militantes acérrimos da CGTP”.”O que eu posso dizer é que tenho gosto em vê-los quase todos os dias, que eles agora fazem parte do meu dia-a-dia, mas, sobretudo, dizer que temos um grande respeito pelos portugueses que querem emitir a sua discordância sobre alguns temas e querem fazer greve”, assinalou.O social-democrata, que foi reeleito presidente do PSD, ressalvou que tem igualmente muito respeito pelos portugueses que querem trabalhar.


“Aquilo que espero é que deixem os portugueses trabalhar, isto é, deixem os portugueses que querem exercer um direito poder exercê-lo, o direito à greve, mas também deixem aqueles que não querem exercer esse direito, que querem trabalhar, que querem ir para a escola, que querem ir às consultas médicas, que querem fazer aquilo que são as suas tarefas diárias, que o possam fazer também”, assinalou.A central sindical CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de Junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no Parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

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