Ministro israelita defende "matar a ideia de um Estado palestiniano"

Ministro israelita defende "matar a ideia de um Estado palestiniano"

Ministro israelita defende "matar a ideia de um Estado palestiniano"


“Ou eles ou nós. Não há meio-termo”, declarou Smotrich em entrevista ao órgão de comunicação israelita JDN.

“Estamos a matar a ideia de um Estado palestiniano”, acrescentou o ministro das Finanças e líder do Partido Sionista Religioso (RSP), de direita radical.
Para Smotrich, “a Autoridade Palestiniana deve ser desmantelada” e “devem ser apagadas” as diferentes áreas de jurisdição desta e de Israel na Cisjordânia, estabelecidas pelos Acordos de Oslo.
“O terrível desastre dos Acordos de Oslo deve ser apagado. Temos de assumir o controlo de todo o território”, concluiu.
A Cisjordânia — incluindo Jerusalém Oriental — e a Faixa de Gaza foram ocupadas militarmente por Israel na guerra de 1967, juntamente com os Montes Golã, na Síria.
No total, vivem na Cisjordânia cerca de 700 mil colonos judeus, alguns em colonatos considerados legais por Israel e outros em colonatos considerados ilegais até pelo governo israelita.
O direito internacional considera um crime de guerra a colonização de territórios militarmente ocupados.
Smotrich assumiu-se como um dos elementos mais radicais do governo de Benjamin Netanyahu, que precisou do apoio destes para formar uma maioria.
Vários países europeus, incluindo Itália e Portugal, têm defendido em Bruxelas a aplicação de sanções a Smotrich e a outro ministro israelita radical, Itamar Ben Gvir, tal como a União Europeia tem feito para os colonos violentos.
Da mesma forma, Portugal é favorável à suspensão parcial do acordo de associação entre a UE e Israel, como o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu no mês passado.
Ministro da Segurança Nacional de Israel, Ben Gvir, foi alvo de protestos de várias capitais europeias pela humilhação a que sujeitou recentemente ativistas da flotilha Global Sumud detidos quando tentavam aproximar-se da Faixa de Gaza por mar, entre eles alguns portugueses.    
A UE classificou como “completamente inaceitável” o tratamento dado aos ativistas da flotilha detidos por Israel.
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