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Vice-PM arménio garante que país não tenciona romper com UEE

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“Não estamos a considerar romper laços com a União Económica Eurasiática. Por isso, não vemos necessidade de fazer cálculos neste momento”, declarou Grigorian à imprensa russa a partir de Astana, no Cazaquistão, onde teve lugar esta semana a última reunião da UEE.

Citado hoje pela agência TASS, o representante arménio esclareceu que “quando a situação se tornar crítica e houver detalhes concretos, realizarão testes”, mas atualmente nem sequer consideram este cenário.
A Rússia está a pressionar a Arménia com sanções à importação de produtos de Erevan, além de ameaçar cortar o fornecimento de petróleo e de gás.
Tal como aconteceu noutras ocasiões com a Geórgia e a Ucrânia, Moscovo discorda das últimas políticas de Erevan de aproximação à UE, cujos líderes visitaram recentemente a capital arménia, apoiando, assim, a candidatura do atual primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinián, às eleições parlamentares de 07 de junho.
No sábado, o Ministério russo dos Negócios Estrangeiros chamou a Moscovo o seu embaixador na Arménia para consultas sobre a aproximação do país do Cáucaso à UE.
A decisão de Moscovo surgiu um dia depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter endurecido o tom em relação a Erevan durante uma cimeira com os aliados da UEE, onde quatro dos cinco membros aprovaram uma declaração a defender um referendo sobre a adesão da Arménia à UE.
“Partilhamos a posição sobre a necessidade de a República da Arménia realizar, possivelmente a curto prazo, um referendo sobre a adesão à UE ou a permanência no seio da União Económica Eurasiática”, refere a declaração.
Na sexta-feira, no Cazaquistão, Putin criticou a política de Erevan, referindo que “foi assim” – com uma aproximação de Kiev à União Europeia – “que começou a crise na Ucrânia”.
A Arménia e a Rússia são formalmente aliadas, mas Erevan tem multiplicado as críticas a Moscovo desde que perdeu o enclave de Nagorno-Karabakh para o Azerbaijão em 2023, apesar da presença de uma força de interposição russa.
Desde então, a Arménia tem-se aproximado da UE e dos Estados Unidos.
No início de maio, a Arménia acolheu pela primeira vez uma cimeira europeia, depois de ter aprovado em 2025 uma lei que declara oficialmente a intenção de se candidatar à UE.
Erevan ainda não deu o passo definitivo, enquanto Moscovo alertou que seria impossível o país aderir à UE por já integrar a União Económica Eurasiática, liderada pela Rússia.
A Rússia é um mercado crucial para as exportações agrícolas arménias, além de manter uma base militar no país e de a Arménia estar dependente de Moscovo para o abastecimento energético.
Leia Também: Moscovo chama embaixador na Arménia por política pró-UE de Erevan

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