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Banana da obra "Comedian" de Maurizio Cattelan roubada de museu em França

naom_67391bf3ce5e7 Banana da obra "Comedian" de Maurizio Cattelan roubada de museu em França
A obra “Comedian” consiste numa banana presa a uma parede com fita adesiva e, de acordo com o Centro Pompidou-Metz, o desaparecimento da peça de fruta foi detetado pelas 14h00 locais (13h00 em Lisboa) por um dos vigilantes do museu.

O Centro Pompidou-Metz, citado pela agência EFE, esclareceu que a obra não sofreu danos irreversíveis.
“Comedian” tem um Certificado de Autenticidade e os donos da obra são informados que podem substituir a banana, caso seja necessário.
Apesar disso, o Centro Pompidou-Metz apresentou queixa, condenando o incidente.
O museu considera que o roubo constitui uma falta de respeito para com as obras expostas, além de privar temporariamente os visitantes de uma parte da experiência proporcionada pela exposição.
De acordo com as instruções estabelecidas para a obra, a banana foi rapidamente substituída e a instalação recuperou a sua apresentação original poucas horas após o incidente.
“Comedian”, que faz parte da coleção do museu, integra a exposição “Un dimanche sans fin” (“Um domingo sem fim”, em português), onde já tinha sofrido um incidente no ano passado.
Em julho, um visitante do museu comeu no local uma banana integrada na obra de Maurizio Cattelan.
O homem, que retirou a banana da parede, e a descascou e comeu, disse na altura tê-lo feito por ter ficado “impressionado” com o facto de a obra estar avaliada em 6,2 milhões de dólares (5,9 milhões de euros), preço pelo qual foi vendida em novembro de 2024 num leilão em Nova Iorque, a um empresário de criptomoedas.
“Comedian” foi apresentada pela primeira vez em 2019, na feira Art Basel de Miami, nos Estados Unidos, onde foi vendida por 120 mil dólares, tendo ganhado notoriedade quando um outro artista, o norte-americano David Datuna, comeu no local a banana que dela faz parte.
A obra propõe uma reflexão sobre a herança do ‘ready-made’, corrente artística popularizada por Marcel Duchamp, que transforma objetos do quotidiano em obras de arte.
“Comedian” também levanta questões sobre a natureza da arte, a construção do valor no mercado artístico, o papel das instituições culturais e a relação entre o objeto físico e o conceito que este representa.
A obra foi apresentada pela primeira vez em Portugal entre julho do ano passado e janeiro deste ano, no âmbito da exposição “Sussurro”, que reuniu 26 trabalhos de Maurizio Cattelan, no Museu de Serralves, no Porto.
Nascido em Pádua, em 1960, Cattelan vive e trabalha em Nova Iorque, tendo alcançado notoriedade com “A Nona Hora”, uma estátua de cera do papa João Paulo II atingido por um meteorito, exibida em 1999 na Kunsthalle Basel.
Entre outras obras de destaque, Catellan substituiu, em 2016, uma sanita do museu Guggenheim com uma réplica de ouro, disponível ao público.
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