
Em entrevista ao semanário La Tribune de Dimanche, o responsável do grupo japonês, Masayoshi Son, disse que os centros serão instalados em Bosquel e Dunkerque, no norte de França, prevendo que estejam operacionais em 2028 e 2031.
“Será o maior investimento na Europa em infraestruturas relacionadas com IA: 75.000 milhões de euros no total, dos quais 45.000 milhões até 2031, na região de Hauts-de-France” no norte, para a construção de centros de dados, afirmou Masayoshi Son.
Pensados para a produção e o aumento da potência de cálculo da Inteligência Artificial (IA), os centros serão desenvolvidos em colaboração com o grupo francês Schneider Electric.
O objetivo é atinjam uma capacidade superior a 5 gigawatts (GW), o triplo do valor que França tem neste momento.
Ao La Tribune de Dimanche, o presidente do grupo japonês o Son disse que a decisão de investir em França foi tomada depois de um encontro com o Presidente francês, durante a visita oficial de Emmanuel Macron a Tóquio, em abril.
“Fiquei muito impressionado com o facto de Emmanuel Macron se empenhar tanto a título pessoal para garantir o sucesso económico de França, mesmo que os nossos investimentos se tenham concentrado até agora principalmente nos Estados Unidos, bem como no Japão e na Ásia”, disse.
Na entrevista, Masayoshi Son disse ainda que o principal argumento a favor deste investimento em França é a energia.
“O facto de o país ser produtor e exportador de energia é absolutamente decisivo para os investimentos em infraestruturas no domínio da Inteligência Artificial, sobretudo no que diz respeito aos centros de dados”, explicou.
A japonesa Softbank é considerada líder em investimento em IA, tendo anunciado em maio que quadruplicou o lucro líquido do exercício fiscal de 2025, encerrado em março passado, para 5 biliões de ienes (cerca de 27.045 milhões de euros ao câmbio atual).
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