
O Ministério da Administração Interna saudita, citado pela EFE, anunciou o sucesso dos planos de segurança e organização implementados durante a peregrinação (Hajj), que atraiu aproximadamente dois milhões de pessoas de todo o mundo.
Estas medidas foram implementadas desde a chegada dos peregrinos ao reino até à conclusão dos diversos rituais nos locais sagrados de Mina, Arafat e Muzdalifah.
As autoridades destacaram a coordenação entre as forças de segurança, os governos regionais e dezenas de organizações públicas e de voluntários para garantir a proteção e a deslocação segura dos peregrinos.
Entre as medidas implementadas, destaca-se a iniciativa Rota de Meca, desenvolvida pelo oitavo ano consecutivo em dez países e 17 pontos de partida internacionais, bem como a campanha “Não há peregrinação sem permissão”, destinada a reforçar a organização e o controlo de acessos.
O Ministério da Saúde confirmou também que a peregrinação terminou sem surtos epidémicos ou ameaças à saúde pública, apesar de coincidir com alertas internacionais relacionados com o Ébola e casos de hantavírus detetados em vários países.
As autoridades de saúde sauditas asseguraram que não foram registados casos suspeitos ou confirmados destas doenças entre os peregrinos.
O ministro da Saúde da Arábia Saudita, Fahd bin Abdulrahman Al Khalajel, atribuiu estes resultados à vigilância epidemiológica contínua, à coordenação com organizações nacionais e internacionais e ao funcionamento ininterrupto do sistema de saúde durante toda a peregrinação.
Já o Centro Nacional de Conformidade Ambiental destacou um aumento de mais de 145% nas inspeções de atividades de elevado impacto ambiental em comparação com o ano anterior, graças à utilização de imagens de satélite e inteligência artificial.
Adicionalmente, as medições da qualidade do ar e do ruído realizadas nos locais sagrados não registaram níveis que excedessem os limites permitidos, segundo as autoridades sauditas, que sublinharam que os resultados refletem a capacidade do reino para gerir grandes concentrações humanas e garantir a segurança, a saúde e o bem-estar dos milhões de muçulmanos que participam anualmente na peregrinação aos locais mais sagrados do Islão.
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