
“Descemos em campo e estamos condenados a jogar a Liga 3. Vamos preparar-nos para disputar esse campeonato, mas, se formos convidados [a permanecer na II Liga], aceitaremos o convite. A única comunicação que temos é o que sai na imprensa, porque não fomos oficialmente informados do incumprimento de ninguém”, disse Rui Abreu, em declarações à agência Lusa.
O dirigente reagiu assim às notícias sobre as dificuldades financeiras de alguns clubes, entre os quais o Estrela da Amadora, o que poderia inviabilizar o seu licenciamento na I Liga e desencadear um eventual efeito ‘cascata’ capaz de favorecer o Paços de Ferreira, algo que acrescenta incertezas na planificação da próxima época.
“Iniciámos algumas conversas exploratórias e, em princípio, na próxima semana podem surgir novidades, mas não escondo que andamos ainda a tentar perceber com que linhas nos podemos coser. Temos alguns contratos com jogadores e treinadores que garantiam a sua continuidade em função da permanência ou a sua caducidade em caso de descida e, neste momento, estamos um bocadinho no limbo”, explicou.
Rui Abreu recordou que um eventual benefício para o Paços de Ferreira dependerá também da permanência do Farense na II Liga por via do play-off diante do Belenenses, terceiro na fase de subida da Liga 3 (os algarvios venceram na primeira mão por 1-0), mas não deixou de assinalar “algum cuidado na tomada de decisões”.
“Tudo isto faz-nos hesitar em algumas decisões, é verdade, mas, como disse, estamos a trabalhar para jogar na Liga 3. Se assim for, vamos claramente apostar na subida, mesmo sem acompanhar as loucuras de outros. Vamos estar atentos e, se algum clube incumprir, vamos tratar de ter tudo em conformidade”, concluiu.
Na noite que decidiu todas as contas no que diz respeito à manutenção na II Liga, o Portimonense venceu o dérbi algarvio e atirou o Farense para o playoff. Paços de Ferreira venceu o Penafiel e viu confirmada a despromoção.
Rodrigo Querido | 22:29 – 17/05/2026
