Irão condena assassinato dos líderes do braço armado do Hamas em Gaza

Irão condena assassinato dos líderes do braço armado do Hamas em Gaza

Irão condena assassinato dos líderes do braço armado do Hamas em Gaza


O exército ideológico iraniano expressou condolências pela morte do líder das Brigadas al-Qassam, Mohammed Odeh, juntamente com quatro dos seus familiares – a mulher e os três filhos – num bombardeamento na terça-feira.

Na mesma mensagem assinalou também a morte do antecessor de Odeh, Ezzedine al-Haddad, morto num ataque anterior, antes de salientar que estes bombardeamentos “revelam a natureza maligna e predatória do regime sionista [Israel]”.
“A lista de crimes cometidos ao longo de cerca de oito décadas de regime sionista falso e usurpador mostra esta verdade a todo o mundo: o Médio Oriente não terá paz a menos que este regime infanticida e maléfico seja varrido da face da Terra”, afirmou a Guarda Revolucionária.
O exército ideológico iraniano sublinhou ainda que os “chamados planos de paz” do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não passam de assassinatos e terror”.
Neste sentido, afirmou que “o martírio destes orgulhosos comandantes [do braço armado do Hamas] não só não enfraquecerá a resistência, como esta continuará a sua ‘jihad’ até à libertação da Palestina e de Jerusalém”, tal como noticiou a emissora de televisão pública iraniana, IRIB.
A Guarda Revolucionária acrescentou ainda que “não haverá paz no Médio Oriente” se Israel “não for varrido da face da Terra”.
O Hamas confirmou na quarta-feira a morte de Odeh num bombardeamento levado a cabo na terça-feira contra a cidade de Gaza, menos de duas semanas após ter sido nomeado para o cargo em substituição de Hadad.
Horas antes, Israel anunciou que Odeh tinha sido eliminado no bombardeamento, no qual foram “atacados vários edifícios no coração da cidade de Gaza que lhe serviam de refúgio”.
A comunicação surge após mensagens semelhantes emitidas pelo Hamas e das próprias Brigadas al-Qassam.
O Hamas declarou que Odeh “alcançou os mais altos escalões da ‘jihad’ e do sacrifício”, sublinhando que deixa “uma nova página de orgulho e dignidade com o seu sangue”, segundo o jornal palestiniano Filastin.
O grupo palestiniano apelou ainda à população para participar no seu funeral e de vários membros da sua família mortos no bombardeamento na Cidade de Gaza, reiterando ainda que a morte de Odeh “afirma a continuidade do caminho da resistência”.
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